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COVID-19, Música — 17 Maio, 2020 at 3:45 p.m.

A Filarmônica de Viena demonstra o baixo risco de contágio que pode existir entre músicos duma orquestra para mudar a opinião do governo

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O experimento mostrou que o ar emitido pelos músicos não chega a um metro de distância. Concertos de orquestras, porém,  ainda não sejam permitidas na Áustria. Uma das medidas previstas pelo governo austríaco era realizar concertos com pequenas orquestras ou com proteção entre músicos e o público, que a Filarmônica rejeita.

Como o ar circula entre os membros duma orquestra? E, acima de tudo, até que ponto aqueles que tocam instrumentos de sopro o impulsionam? Qual o risco de contágio do Covidien-19 em um concerto? Um experimento realizado pela Orquestra Filarmônica de Viena queria responder a todas essas perguntas sob notário. A conclusão é que o ar que os músicos expelem alcança, no máximo – no caso da flauta transversal – a 75 centímetros de distância. “No caso do maestro, é praticamente impossível pegá-lo”, disse o maestro e violinista Daniel Froschauer, o jornal Kurier. O objetivo do experimento era ter dados para fazer o governo austríaco repensar a decisão de não deixá-lo tocar.

Segundo Froschauer, o ar expelido pelos músicos que tocam instrumentos de sopro vai muito menos do que se acreditava antes de verificá-lo empiricamente. Para realizar o experimento, medir e visualizar o ar expirado, os músicos da orquestra vienense tocaram seus instrumentos com uma sonda colocada sob as narinas. O artefato em questão emitiu um aerossol que podia ser visto com fotografias tiradas contra a luz enquanto os instrumentos eram tocados.

No caso de instrumentos de corda, a nuvem de ar foi mantida estável e pequena, enquanto no caso de instrumentos de sopro, como trompa ou flauta, a nuvem de ar se moveu um pouco mais. O instrumento “mais perigoso” é a flauta transversal, porque é a que possui a maior onda de explosão: atinge 75 centímetros.

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