Mais de 40 dias atrás, o coronavírus chegou ao estado espanhol. Apesar do que estava acontecendo na Itália e da experiência chinesa, estado e autonomias com suas próprias competências em saúde, ditavan medidas de contenção pouco estritas, mesmo contraditorias, que van alentar e permitir a saida «para provincias» de moitas pessoas desde o foco do andazo, Madrid, espalhando o contágio, mas também desde outras cidades para a costa e a montanha, locais com menos recursos sanitarios.
Um modus operandi comunicativo parecido ao da Italia: infórma-se a clausura de aulas na universidade e nas escolas, mas espaços e serviços com grande circulação de persoas continuam abertos e, noentanto, não se debulha o como, criando muitos problemas logísticos e desconcerto. Se é necessario o estado de alarme, porqué adiar amanhà? Assim é difícil infundir confiança.
Sánchez:«el heroísmo consiste en lavarse las manos».Literalmente, mas muita gente agiu ao xeito do prefecto romano membro da ordem equestre. Não vamos menosprezar essa última interpretação, mas houve geral esquecimento de aqueloutro refraneiro que diz que«uma mão lava a outra (e ambas o rosto)», é dizer, a necessidade de ajudar um aosaos outro a conseguir coisas pelo bem comum, lembrando a obrigação de corresponder ou retribuir a ajuda que eles nos dão, por outras palavras, a vacina somos todos. O alívio ou vantagem de alguém nos ajudar a terminar mais cedo e com menos esforço e fadigas.Mas nem tudo é atribuido a responsabilidade individual quando o que tem espalhado a mantenta é uma sistema que promove e premia a insolidariedade.Mesmo agora, em pleno desconcerto,as multinacionais activan protocolos de contenção a baseiar na intimidação do operário, deitando tuda responsabilidade para abaixo, para o indivíduo.Ao cabo, o que fez o governo espanhol quando por fim albiscou o tamanho da epidemia.É obvio que o modelo comunicativo das primeiras semanas foi «suave» e as explicacións timoras por medo ás consecuencias económicas. E mesmo agora, que não era mais possível evitar tomar as decisões que eles não queriam tomar, toda a verdade não é contada por medo, mesmo, das consequências econômicas
A fugida de cidades a vilas e segundas residências onde há menos recursos, espalhando e acrescentando a possibilidade de contágio, é exemplo do desconcerto gerado por uma sociedade cebada pelo consumismo e a infantilização.
Entenda-se: não é apenas pelo fato de os residentes de Madrid-muitos deles galegos- cuja maioria social traballadora não tem essa possibilidade de deslocamento, chegarem à Galiza com esta crise, de maneira alguma. Espanta que esa maioria social trabalhadora enfrente o andazo, aquém e além, com um sistema público enfraquecido pelas politicas privatizadoras do público, que não se puder fazer fronte porque o sistema sanitario público não chegar a gente que o precise.
Comezou a construção do heroísmo nos discursos de Feijóo, Sánchez e Casado, entre outros, lançados dias sem rubor antes mesmo de decretar “um estado de alarme, classes suspensas e restrição de aglomerações públicas”, e novamente servirá para dissimular a aplicação progressiva de políticas privatização e o deterioramento das condiciões de trabalho dos professionais sanitarios.Pablo Casado mesmo agradeceu o esforço “de la sanidad” sendo incapaz de dizer “sanidad pública”, que é a que tem assumido o gerenciamento e primeira contenção de todos os casos entanto os governos estavam a «a velas vir».Os do Prestige, YAK-42, 11-M, Madrid Arena, Vacas tolas, Metro de Valencia, Alvia, Hepatite B, Listeriose…
Uma coisa é enviar ánimos ao pessoal trabalhador de saúde e á cidadania em geral e outra muito distinta infantilizar a população. Usará o regime do 78 o coronavírus para modificar muitas regras do jogo em seu proveito, para re-centralizar e retirar soberania?. E há quem entenda,por um lado, que a pandemia deixa nua a miséria capitalista e, por outro, que a configuração nodal de Madrid, ou seu tamanho, ou seu modelo sanitário e o centralismo radial espanhol não é um problema.
Seja paciente e cumpra as instruções sanitárias. E se segirmos o padrão da China (país, aliás, que tomou medidas rápidas em breve) aqui com sorte, temos ainda dois meses pela frente.









