A Plataforma Galega Vivenda Xa! reclama a declaraçom de zonas tensionadas, limites aos alugueres, mobilizaçom da vivenda vazia e ampliaçom do parque público
Mais de trezentas pessoas, segundo FerrolXa, e mais de quatrocentas segundo Ferrol360, concentrárom-se este sábado, 3 de outubro, na praça Amada García de Ferrol para reclamar o direito a umha vivenda digna e exigir medidas perante o encarecimento dos alugueres e as dificuldades crescentes de acesso à habitaçom. A mobilizaçom foi convocada pola Plataforma Galega Vivenda Xa! e inseriu-se numha jornada de protestos desenvolvida em diferentes cidades galegas.
A concentraçom decorreu diante do edifício administrativo da Xunta sob palavras de ordem como «A vivenda é um direito», «Vivenda pública e acessível» ou «Nom à especulaçom». As pessoas participantes também reclamárom medidas perante o número de pisos baleiros e a escassez de vivenda pública disponível.
No manifesto lido durante o ato, a plataforma reclamou a declaraçom de zonas de mercado residencial tensionado nos concelhos que cumpram os requisitos, entre eles Ferrol; a aplicaçom de mecanismos para limitar os preços dos alugueres; umha maior regulaçom das vivendas de uso turístico; mais praças públicas de residência para estudantes; a mobilizaçom de imóveis fechados para aluguer social e a criaçom de um Banco Galego de Vivenda Pública.
A situaçom específica de Ferrol ocupou umha parte importante da concentraçom. Segundo os dados manejados pola própria plataforma, o concelho contaria com arredor de 11.000 vivendas vazias. A organizaçom contrapom essa cifra às dificuldades para encontrar alugueres acessíveis e à existência de vivendas públicas fechadas. O dado dos 11.000 imóveis deve, porém, ser atribuído aos convocantes, pois as informaçons publicadas nom oferecem umha verificaçom independente dessa estimativa.
Vivenda Xa! também centrou as críticas em Recimil, onde o Concelho possui mais de um milheiro de vivendas e permanecem imóveis fechados ou tapiados. A plataforma reclamou igualmente a recuperaçom de vivendas públicas sem uso noutros bairros, como Caranza e Esteiro, para incorporá-las ao parque disponível.
A mobilizaçom chega poucos dias depois de outra concentraçom celebrada na praça de Armas, que reuniu perto de quatrocentas pessoas. A Plataforma Galega Vivenda Xa! considera a convocatória deste sábado um ponto de partida para dar continuidade às mobilizaçons e aumentar a pressom social sobre as administraçons com competências em matéria de vivenda.
O contexto local mostra, aliás, um forte incremento dos preços. Segundo dados do Instituto Galego da Vivenda e Solo citados por Ferrol360, o aluguer médio em Ferrol passou de 378,4 euros em 2021 para mais de 550 euros em 2026, um aumento de 46,6 %.
A mobilizaçom de Ferrol insere-se numha jornada galega de protesto pola vivenda, com convocatórias em várias cidades. Em Compostela, centos de pessoas concentrárom-se ao meio-dia na praça do Obradoiro, onde continua a acampada iniciada esta semana; também houve mobilizaçom em Ourense, enquanto para esta tarde estám convocadas manifestaçons na Corunha, Vigo e Lugo. Em Ponte Vedra a protesta terá continuidade na segunda-feira. Sindicatos de inquilinas e plataformas pola vivenda convergem na exigência de soluçons permanentes perante a crise habitacional, com mais parque público, contençom dos alugueres, proteçom frente aos despejos e medidas contra a especulaçom.










