Dous jornalistas da Cadena SER foram insultados e ameaçados nas concentraçons celebradas em Lugo e Compostela em apoio a Ceuta. O CPXG adverte da normalizaçom da violência contra a profissom e reclama medidas para garantir a liberdade de informaçom.
O Colexio Professional de Jornalistas de Galiza (CPXG) condenou os insultos e ameaças sofridos por dous profissionais da Cadena SER quando cobriam, na quarta-feira 2 de setembro, as concentraçons convocadas pola Federación Española de Municipios y Provincias (FEMP) em Lugo e Santiago de Compostela em apoio a Ceuta.
No caso de Lugo, a situaçom chegou ao ponto de as agressons verbais obrigarem a jornalista a abandonar umha zona da concentraçom, impedindo-a de desenvolver normalmente o seu trabalho e limitando, segundo denuncia o Colexio, o seu direito a informar.
Som os dous casos dos quais o CPXG tem constáncia na Galiza, mas nom foram episódios isolados. Também se produziram incidentes com profissionais da informaçom noutras mobilizaçons realizadas no Estado, o que leva a organizaçom profissional a alertar da «preocupante sistematicidade» deste tipo de comportamentos.
O Colexio situa os acontecimentos num contexto mais amplo de aumento da hostilidade contra jornalistas durante manifestaçons e atos políticos. Na sua avaliaçom, esta violência está alimentada pola difusom de discursos de ódio, polo sinalamento de profissionais e meios por dirigentes políticos e sociais e polo questionamento interessado da própria informaçom.
As concentraçons tinham sido convocadas pola FEMP coincidindo com o Dia de Ceuta e em resposta à crise migratória vivida na cidade autónoma desde finais de julho. A direçom da federaçom municipal apresentou a convocatória como um gesto de «apoio e solidariedade» com a populaçom ceutí e defendeu que nom tinha finalidade partidária. Porém, PP e Vox chamaram expressamente a participar nas mobilizaçons e dirigentes de ambos os partidos estiveram presentes em vários dos atos, enquanto outras forças políticas questionaram o caráter institucional da convocatória.
Para o CPXG, a crítica ao trabalho jornalístico é plenamente legítima, mas nom o som a intimidaçom, as ameaças ou qualquer atuaçom que impeça exercer o direito a informar. A entidade lembra que a liberdade de informaçom nom protege unicamente os profissionais dos meios, mas constitui um direito fundamental da cidadania e umha condiçom necessária para o funcionamento democrático.
O Colexio reclama por isso aos poderes públicos que garantam a segurança dos profissionais durante a cobertura de manifestaçons, às empresas jornalísticas que adotem medidas de proteçom para o seu pessoal e à sociedade que rejeite qualquer agressom contra quem exerce o jornalismo.
Ao mesmo tempo, introduz umha advertência dirigida à própria profissom: defender a liberdade de informaçom implica também cumprir as normas deontológicas e denunciar aqueles meios e pessoas que, sob aparência jornalística, participam na difusom deliberada de desinformaçom e discursos de ódio.
«Se periga o valor irremprazável do jornalismo como piar democrático e fiscalizador da sociedade, o que está em jogo é a nossa liberdade», conclui o comunicado da Junta de Governo do CPXG.










