O Corvo, um pesqueiro de quase 25 metros de comprimento, incendiou-se na noite de segunda-feira quando navegava a oito milhas a nordeste da Estaca de Bares. Os três tripulantes conseguiram abandonar o barco numa balsa e foram resgatados por outro pesqueiro antes de serem evacuados de helicóptero para Celeiro. O navio acabou por afundar-se às 05.40 desta terça-feira.

Os três tripulantes do palangreiro Corvo foram resgatados na noite de segunda-feira, 24 de agosto, depois de um incêndio obrigar a abandonar a embarcação quando se encontrava a cerca de oito milhas a nordeste da Estaca de Bares. O pesqueiro permaneceu em chamas durante várias horas e acabou por afundar-se durante a madrugada desta terça-feira.
O Centro de Coordenação de Salvamento Marítimo de Fisterra recebeu o aviso por volta das 22.04 horas. Perante a impossibilidade de controlar o fogo, os três marinheiros abandonaram o Corvo numa balsa salva-vidas. O arrastão Río Xunco, que se encontrava na zona, chegou até eles e recolheu-os aproximadamente às 22.35 horas.
No dispositivo participaram também o helicóptero Pesca 2 dos Gardacostas da Galiza, a Salvamar Alioth e o navio de Salvamento Marítimo María Pita. Os tripulantes foram içados desde o Río Xunco para o helicóptero e transportados até Celeiro, em Viveiro, onde os aguardava uma ambulância.
Enquanto decorria o resgate, o María Pita permaneceu junto do pesqueiro tentando combater o incêndio. As operações não conseguiram evitar o afundamento: o Corvo foi a pique por volta das 05.40 horas. Salvamento Marítimo manteve depois o remolcador de altura na zona para recolher restos do naufrágio.
Segundo La Voz de Galicia, a última posição registada polos sistemas de geolocalização situava a embarcação a aproximadamente oito milhas ao norte de Viveiro. O ponto corresponde à deslocação do barco depois de o incêndio ter sido comunicado inicialmente a oito milhas a nordeste da Estaca de Bares.
O navio sinistrado aparece inscrito no Registro General de la Flota Pesquera com o nome CORVO, matrícula 3AM-5-1-18 e porto base oficial em Ondarroa, Biscaia. Tinha 24,95 metros de comprimento, 100,77 toneladas de arqueação bruta, 276 kW de potência e casco de poliéster, e estava autorizado para o palangre de fundo no Cantábrico-Noroeste.
Algumas informações publicadas nesta terça-feira referem Mugía como porto base do pesqueiro, mas o registo estatal continua a indicar Ondarroa. La Voz de Galicia acrescenta que o barco pertencia a uma empresa armadora galega com sede em Mugía e vinculada a Noia, o que pode explicar a associação do Corvo com o porto galego apesar da inscrição administrativa no País Basco.
Até ao início da tarde desta terça-feira não tinha sido divulgada informação oficial sobre a quantidade de combustível que o Corvo transportava nem sobre a existência de uma eventual fuga de gasóleo ou óleos após o afundamento. A informação comunicada por Salvamento Marítimo limitava-se a assinalar que o María Pita permanecia na área recolhendo os restos deixados polo naufrágio.

















