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Cedeira, Meio ambiente — 21 Agosto, 2026 at 1:05 p.m.

Da «seca crítica» à rega em dez dias: que mudou na auga de Cedeira?

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O Concelho suprimiu a rega dos espaços verdes em 11 de agosto porque considerava «crítica» a situação do abastecimento e pedia à vizinhança que aforrasse auga para garantir o consumo humano. Dez dias depois anuncia que o depósito municipal evolui favoravelmente e começa a recuperar essa mesma rega, mas não publica o nível do depósito, o consumo diário nem a autonomia disponível. A mudança chega enquanto algumas traídas privadas restringem o fornecimento, crescem os pedidos de ligação à rede municipal, continua vigente uma tarifa que não recompensa o aforro e segue sem se conhecer publicamente a atualização da auditoria sobre as perdas da rede.

Há uma semana, Ollaparo mostrava a primeira contradição da campanha municipal de aforro: enquanto o Concelho pedia reduzir o consumo, a tarifa continuava a cobrar mínimos de 45 m³ por trimestre nas vivendas, moito acima do consumo médio que a própria factura atribui aos fogares de Cedeira. Agora aparece uma segunda. Dez dias depois de declarar a situação de seca «crítica» e suspender o rego dos espaços verdes para garantir o consumo humano, o governo municipal anuncia que começará a recuperá-lo porque o depósito apresenta uma «evolución positiva». Não di, porém, quanta auga havia então, quanta há agora, quanto se consome por dia nem que critério permite começar a levantar as restrições

No passado 14 de agosto, Ollaparo publicava «A auga en Cedeira: cando a factura contradí a campaña de aforro». O artigo partia da campanha lançada polo Concelho três dias antes, quando qualificou a situação de seca como «crítica», fechou as duchas das praias, suprimiu o rego das zonas verdes, cancelou a Festa da Escuma e pediu à vizinhança que evitasse encher piscinas, lavar veículos ou empregar auga potável para regar.

A necessidade de aforrar não era posta em causa. A contradição estava noutro lugar: o Concelho pedia que cada litro contasse enquanto a factura continuava funcionando como se moitos desses litros não contassem.

A tarifa vigente estabelece um consumo mínimo de 45 m³ por trimestre nas vivendas e 60 m³ nos locais comerciais. Isto significa que um fogar que consuma 10 m³ pode continuar pagando 45. Como explicávamos então, a própria factura da empresa gestora inclui um dado particularmente revelador: «O consumo medio anual doméstico no teu municipio é 41 m³». Isto equivale a pouco mais de 10 m³ por trimestre. Frente a esse consumo médio reconhecido pola própria empresa, o mínimo trimestral faturado é de 45 m³. Ou, visto ao ano, um consumo médio indicado de 41 m³ convive com uma facturação mínima potencial de 180 m³.

O problema não é apenas económico. O artigo lembrava que o artigo 12.3 da Lei 9/2019 obriga a que as tarifas respondam aos princípios de uso eficiente, consumo responsável, equidade e transparência. A lei admite uma quantidade fixa associada à prestação do serviço, mas determina que a parte tarifária ligada ao abastecimento diferencie os tramos em função da auga consumida e proíbe mínimos que desincentivem o consumo responsável. Também estabelece que só podem ser faturados serviços efetivamente prestados.

Por isso, a conclusão daquele artigo era simples: uma política de aforro não pode descansar exclusivamente na responsabilidade individual enquanto o próprio sistema económico envia um sinal contrário.

Uma semana depois, esse problema continua sem resolver e o novo comunicado municipal acrescenta outro.

De «seca crítica» a recuperar o rego

Em 11 de agosto, a mensagem municipal era inequívoca. A situação era «crítica» e a prioridade consistia em preservar auga para garantir o consumo humano nas semanas seguintes.

Agora, apenas dez dias depois, o Concelho comunica nas suas redes sociais que «o nivel do depósito municipal rexistra unha evolución positiva, grazas ás medidas adoptadas e o esforzo de todas». À vista dessa melhoria, anuncia que começará a recuperar progressivamente alguns usos, «entre eles o rego», que se realizará de maneira controlada e alternando os dias. As duchas das praias, polo contrário, continuarão fechadas porque, segundo o mesmo comunicado, constituem «un uso non imprescindible».

Pode haver uma explicação técnica perfeitamente razoável. Talvez o depósito tenha recuperado suficientemente. Talvez exista vegetação que necessite rega de sobrevivência. Talvez se utilize auga não potável. Talvez os consumos previstos sejam mínimos.

O problema é que nenhuma dessas explicações aparece no comunicado.

O que se publica é uma conclusão —«evolución positiva»— sem os dados que permitiriam avaliá-la. Não sabemos qual era o nível do depósito quando se declarou a situação crítica. Não sabemos qual é hoje. Não conhecemos a sua capacidade útil, os metros cúbicos que entram diariamente, a evolução do consumo, a autonomia estimada nem o limiar utilizado polo Concelho para decidir que um consumo anteriormente suspendido pode ser agora recuperado. E há uma pergunta ainda mais simples: com que auga se vai regar?

A Lei 9/2019 determina que, durante episódios de seca, as administrações devem assegurar o aforro e o uso racional da auga e prevê especificamente a restrição do rego de jardins públicos e privados. Também estabelece que essas medidas deverão contemplar, quando proceda, a proibição de utilizar auga apta para consumo humano nesses usos, salvo exceções motivadas.

Portanto, recuperar o rego não é necessariamente uma decisão incorreta. Mas, se se faz com auga potável num contexto no qual se continua pedindo à população que restrinja o consumo, a motivação deveria ser pública.

A comparação escolhida polo próprio comunicado torna a questão ainda mais evidente. As duchas permanecem fechadas por serem um uso «non imprescindible», enquanto o rego começa a recuperar-se. Não se trata de reclamar que voltem as duchas. Trata-se de saber qual é a hierarquia de usos que está aplicando o Concelho e sobre que dados se sustenta. A melhoria chega justamente depois do pico de agosto. Há outra variável que o comunicado não menciona. As Festas da Patroa terminaram em 17 de agosto. Quatro dias depois anuncia-se a recuperação do depósito.

Hoje, 21 de agosto, La Voz de Galicia publica precisamente uma informação sobre o abastecimento de Cedeira na qual atribui as dificuldades deste verão à combinação entre a seca e a enorme pressão sazonal da população. O jornal recolhe testemunhos que o qualificam como o pior verão dos últimos anos e informa de que algumas das aproximadamente vinte comunidades privadas de augas existentes no município já estão cortando o fornecimento durante a noite para preservar reservas. Ao mesmo tempo, estão chegando ao Concelho novas solicitudes para conectar-se à rede municipal.

É perfeitamente possível que a população tenha reduzido o consumo depois da campanha municipal e que isso explique parte da recuperação. Mas também é possível que tenha diminuído a procura depois do máximo populacional das festas. Provavelmente operam as duas cousas.

O que não se pode fazer sem oferecer números é transformar uma hipótese numa relação causal e afirmar simplesmente que a melhoria ocorreu «grazas ás medidas adoptadas e o esforzo de todas». Para saber o que aconteceu bastaria publicar a evolução diária dos consumos entre o início e o final de agosto.

A informação de La Voz introduz outra questão que não estava presente com tanta clareza há uma semana. A rede municipal não abastece a totalidade da população de Cedeira. Uma parte importante depende historicamente de comunidades de usuários e traídas privadas.

A realidade que descreve a edição impressa de La Voz de Galicia é mais complexa do que uma simples falta generalizada de água. As Barrosas, com cerca de 400 comunheiros, chegou a interromper o abastecimento noturno durante aproximadamente 90% dos dias de julho e agosto e já tem quatro mananciais secos; La Ideal fecha diariamente para que um depósito de cerca de 80 toneladas, que chega ao final da jornada reduzido a umas 30, possa recuperar durante a noite. Torrente, com aproximadamente 250 usuários, também fecha entre as dez da noite e as oito ou nove da manhã, embora neste caso o seu presidente atribua boa parte do problema aos trasvases entre redes privadas e municipais provocados pela ausência de válvulas antirretorno. Nova Saúde, com perto de meio milhar de sócios, não teme neste momento ficar sem água, mas controla diariamente o depósito e utiliza bombeamento adicional. O problema, portanto, não é único: combinam-se escassez nos mananciais, pressão insuficiente, deficiências das redes e um consumo estival extraordinariamente elevado.

Se houvo uma queda brusca depois de 17 de agosto, conheceríamos o peso da pressão sazonal. Se a redução começou imediatamente depois das restrições de 11 de agosto, poderíamos medir a eficácia da campanha de aforro. Se aumentou simultaneamente a auga disponível na captação, aparecerá também nos dados.

Esse sistema fragmentado está agora começando a pressionar diretamente a rede pública. A reportagem assinala que as dificuldades das traídas provocaram um «aluvión de altas» no serviço municipal e recolhe do próprio alcalde que «todos os días hai varias». Esta informação altera a maneira de ler o anúncio de recuperação do rego: se aumenta diariamente o número de pessoas que passam a depender da rede municipal, não basta saber que o depósito «evolui positivamente». É necessário conhecer que margem de reserva existe e que procura adicional pode assumir. Sem essa informação, temos comunicação institucional, mas não podemos avaliar a gestão. Se algumas traídas falham, que capacidade tem a rede pública?

Se algumas dessas comunidades começam a restringir o fornecimento e os seus utilizadores procuram conectar-se à rede pública, o problema não é apenas a disponibilidade de auga neste agosto. É também a capacidade estrutural da rede municipal para absorver uma procura maior.

  • Quantas altas novas recebeu a traída municipal desde 1 de agosto, quantas estão efetivamente conectadas e que consumo adicional representam?
  • Quantos m³ armazena o depósito municipal?
  • A que nível estava em 11 de agosto?
  • A que nível está hoje?
  • Quanto entra e quanto sai diariamente?
  • Que percentagem de perdas apresenta atualmente a rede?

O novo comunicado não responde a nenhuma dessas perguntas. Mas anunciar que o depósito melhora no mesmo dia em que se conhece que outros sistemas de abastecimento do município estão restringindo auga deveria servir precisamente para explicar como se relacionam entre si essas duas realidades.

Quanto perde hoje a rede?

Há uma terceira questão que permite passar da emergência deste verão à gestão estrutural. Em 2022, o Concelho publicou a auditoria das perdas da rede. O resultado foi 9,76%. A Lei 9/2019 não considera estas auditorias voluntárias. Obriga as administrações responsáveis polo abastecimento a quantificar as perdas, publicar a percentagem na sede eletrónica e atualizar o resultado com periodicidade bienal. Também obriga a aprovar um plano de redução das perdas, atualizável no máximo cada quatro anos. O limite legal estabelecido é de 20% do volume total captado.

 

Quando se pide à população que reduza o consumo doméstico, também é legítimo conhecer que esforço está fazendo a administração para reduzir a auga que desaparece antes de chegar às casas.

 

Em março de 2025, o Concelho voltou a solicitar financiamento para uma auditoria destinada precisamente a conhecer o estado da rede e minimizar as perdas, a partir de um projeto preparado por Viaqua. A última percentagem publicada que conseguimos localizar continua, porém, sendo a de 2022. Isso não significa necessariamente que a nova auditoria não exista. Significa que, em plena campanha de aforro, há uma pergunta cuja resposta deveria ser extraordinariamente fácil de oferecer: se em 2022 a rede perdia 9,76% da auga, quanto perde em 2026?

A pergunta é importante por uma razão que deveria ser evidente. Quando se pide à população que reduza o consumo doméstico, também é legítimo conhecer que esforço está fazendo a administração para reduzir a auga que desaparece antes de chegar às casas.

Da factura ao depósito

É aqui que o artigo publicado por Ollaparo em 14 de agosto e o comunicado de hoje se encontram. Na semana passada perguntávamos pola coerência económica da campanha de aforro.Se uma família consome menos mas continua pagando um mínimo moito superior ao consumo real, a tarifa não incentiva a conduta que a administração está pedindo. O problema torna-se ainda mais evidente quando, segundo a própria factura utilizada naquele artigo, o consumo médio anual doméstico de Cedeira é de apenas 41 m³ e o mínimo tarifário pode atingir 180 m³ anuais.

O artigo recordava ainda que a questão chegou à Valedora do Pobo no expediente E.7.Q/13478/23 e que, segundo a documentação ali analisada, o próprio Concelho já admitira a necessidade de modificar a estrutura tarifária. A conclusão era que já não bastava remeter a solução para um futuro contrato de gestão.

Agora a pergunta é também pola coerência material da política de aforro. A vizinhança deve continuar restringindo consumos. A factura continua sem traduzir adequadamente esse esforço. Entretanto, a administração começa a recuperar um uso municipal que havia suspendido dez dias antes. Novamente: pode haver razões perfeitamente justificadas. Mas devem ser explicadas.

Uma concessão extinguida e um novo contrato por conhecer

Há ainda um pano de fundo que torna todo este debate mais relevante. A concessão municipal do abastecimento e saneamento, adjudicada inicialmente à Aquagest e depois assumida pola Viaqua, completou os seus vinte e cinco anos e extinguiu-se em 18 de abril de 2025. Dado que o abastecimento é um serviço essencial, o Concelho ordenou que Viaqua continuasse prestando-o provisoriamente nas condições do contrato extinguido até que fosse adjudicado o novo serviço e abriu o correspondente expediente. Isto significa que a crise da auga de 2026 chega precisamente quando Cedeira tem diante de si a possibilidade —e a obrigação— de definir como quer gerir o abastecimento nas próximas décadas.

O novo contrato deveria permitir discutir não apenas quem presta o serviço, mas que tarifa se aplica, como se financiam os custos fixos, que investimentos são obrigatórios, que objetivos de perdas se estabelecem, que informação deve ser publicada, como se integra a digitalização da rede e que capacidade deve ter o sistema perante o crescimento sazonal e a eventual incorporação de utilizadores das traídas privadas.

O problema da tarifa que Olláparo denunciava há uma semana não é, portanto, uma discussão lateral. E o comunicado de hoje também não deveria ser tratado como um simples aviso sobre quando se podem regar novamente os jardins. Ambos revelam a mesma questão de fundo: como se governa um recurso escasso e que informação recebe quem paga e utiliza esse recurso.

Os números que faltam

Se realmente a situação melhorou, é uma boa notícia.Mas seria uma notícia moito melhor se pudesse ser comprovada.Depois de declarar uma situação crítica, pedir um esforço extraordinário à população e começar agora a aliviar parcialmente as restrições, o Concelho poderia publicar uma informação moito simples:

a capacidade total do depósito municipal; o seu nível em 11 de agosto; o nível atual; os metros cúbicos captados diariamente; o consumo diário durante este mês; a autonomia estimada; o número de novas solicitudes de conexão; e a percentagem atual de perdas da rede.Não são dados acessórios. São precisamente os dados que permitem compreender uma crise de abastecimento.

Há uma semana, Olláparo concluía que uma campanha de aforro só pode ser credível se a factura acompanha a mensagem. Depois do comunicado de hoje podemos acrescentar outra condição: também deve acompanhá-la a informação. Porque pedir responsabilidade à vizinhança é razoável. A responsabilidade pública consiste também em explicar com números por que se pide, que resultados está produzindo e por que chegou o momento de começar a relaxar algumas medidas. Em 2022 sabíamos que a rede perdia 9,76% da auga porque o Concelho publicou a cifra. Em agosto de 2026 soubemos primeiro que a situação era «crítica» e agora que a evolução é «positiva».

O que ainda não sabemos é quanto havia, quanto há e quanto se está gastando.

E precisamente numa crise de auga, entre «crítica» e «positiva» deveriam existir números.

Isto torna mais forte o vínculo com o artigo de Ollaparo de 14 de agosto. Aquele texto mostrava que a política económica da água estava mal alinhada com a política de aforro : mínimos de 45 m³ trimestrais nas vivenda apesar de a própria factura indicar apenas 41 m³ de consumo doméstico médio anual, além do expediente perante a Valedora. Não só não sabemos se a tarifa está adaptada ao consumo responsável; tampouco sabemos se a rede pública está dimensionada para o processo de concentração da procura que a própria seca está acelerando.


Fontes documentais
Augas de Galicia. (2026, 11 de agosto). A Xunta declara a alerta por escaseza de auga nos sistemas do río Lérez e do río Anllóns e Costa da Coruña e decreta medidas equivalentes en Baiona. Xunta de Galicia. https://augasdegalicia.xunta.gal/novas?content=nova_027568.html

Concello de Cedeira. (2022, 29 de dezembro). Publicación das perdas de auga nas redes de abastecemento do Concello: 9,76 %. Sede Electrónica do Concello de Cedeira. https://sede.cedeira.gal/sxc/recursos/downloads/Tablon/2022/ANUNCIO_PROG_20221230150011377_ANEXO_1672408811-0.pdf

Concello de Cedeira. (2024, 12 de janeiro). Cedeira opta, a través de Viaqua, ás axudas estatais para proxectos de dixitalización do ciclo da auga. https://www.cedeira.gal/cedeira-opta-a-traves-de-viaqua-as-axudas-estatais-para-proxectos-de-dixitalizacion-do-ciclo-da-auga/

Concello de Cedeira. (2024, 19 de março). O Concello tramita axudas por máis de 100.000 € para a mellora de dotacións e equipamentos municipais. https://www.cedeira.gal/o-concello-tramita-axudas-por-mais-de-100-000e-para-a-mellora-de-dotacions-e-equipamentos-municipais/

Concello de Cedeira. (2025). Expediente 2025/G003/000187: continuidade da prestación dos servizos municipais de abastecemento e saneamento e incoación do novo contrato. Sede Electrónica do Concello de Cedeira. https://sede.cedeira.gal/sxc/recursos/downloads/Tablon/2025/ANUNCIO_PROG_20250812140000198_ANEXO_1755000000-0.pdf

Concello de Cedeira. (2025). Solicitude de subvención para o Servizo Municipal de Abastecemento de Cedeira: auditoría para minimizar as perdas de auga. Sede Electrónica do Concello de Cedeira. https://sede.cedeira.gal/sxc/recursos/downloads/Tablon/2025/ANUNCIO_PROG_20250331130010134_ANEXO_1743496214-0.pdf

Concello de Cedeira. (2026, 11 de agosto). O Concello de Cedeira adopta medidas excepcionais para aforrar auga e garantir o suministro humano. https://www.cedeira.gal/o-concello-de-cedeira-adopta-medidas-excepcionais-para-aforrar-auga-e-garantir-o-suministro-humano/

Cribeiro, A. (2026, 14 de agosto). A auga en Cedeira: cando a factura contradí a campaña de aforro. Olláparo. https://ollaparo.gal/2026/08/14/a-auga-en-cedeira-cando-a-factura-contradi-a-campana-de-aforro/

Cuba, A. F. (2026, 21 de agosto). El agua cotiza al alza en Cedeira: «Está sendo o peor verán, pola seca e pola cantidade de xente». La Voz de Galicia. https://www.lavozdegalicia.es/noticia/ferrol/cedeira/2026/08/21/agua-cotiza-alza-cedeira/0003_202608F21C1991.htm

Xunta de Galicia. (2019). Lei 9/2019, do 11 de decembro, de medidas de garantía do abastecemento nos episodios de seca e nas situacións de risco sanitario. Diario Oficial de Galicia, 6, 10 de janeiro de 2020. https://www.xunta.gal/dog/Publicados/2020/20200110/AnuncioC3B0-121219-0001_gl.html

Xunta de Galicia. (2023). Orde do 10 de febreiro de 2023 pola que se dispón a publicación da normativa do Plan hidrolóxico da Demarcación Hidrográfica de Galicia-Costa. Diario Oficial de Galicia, 35. https://www.xunta.gal/dog/Publicados/2023/20230220/AnuncioG0533-080223-0001_gl.html

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