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Movementos sociais, Saúde — 1 Febreiro, 2026 at 5:43 p.m.

Mobilizaçom em Compostela expom fracturas políticas sobre o futuro da sanidade pública galega

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Milhares de pessoas manifestárom-se este domingo em Compostela para exigir o reforço da sanidade pública em toda a Galiza. A mobilizaçom, convocada pola plataforma SOS Sanidade Pública sob o lema “Mobiliza-te para defender o teu direito à saúde”, partiu da Alameda e percorreu várias ruas da cidade até chegar à Praça do Obradoiro, onde se deu leitura ao manifesto final.

Apesar da chuva persistente, a participaçom foi muito ampla, reunindo vizinhança, colectivos sociais, sindicatos e organizaçons políticas que denunciárom a privatizaçom crescente dos serviços sanitários e os recortes que, segundo alertam, estám a deteriorar o sistema público galego. As entidades convocantes sublinhárom que a situaçom é especialmente grave na atençom primária, nas listas de espera e no acesso aos serviços nas áreas rurais.

O acto final contou com a intervençom da actriz Isabel Risco e com a actuaçom musical de De Ninghures, num ambiente marcadamente reivindicativo no qual se insistiu na necessidade de travar o desmantelamento da sanidade pública e garantir o direito à saúde para toda a cidadania galega.

A manifestaçom que reuniu milhares de pessoas este domingo em Compostela inscreve-se numa trajectória longa de mobilizaçom social em defesa da sanidade pública galega. Convocada pola plataforma SOS Sanidade Pública, da que fai parte a CIG, o maior sindicato do país, a marcha decorreu sob o lema “Mobiliza-te para defender o teu direito à saúde”, evidenciando a percepçom de que o sistema sanitário enfrenta um processo continuado de deterioraçom estrutural.

Apesar da chuva, a participaçom foi massiva, com presença de colectivos vecinhais, profissionais sanitários, sindicatos e organizaçons políticas. As críticas centrárom-se na privatizaçom progressiva dos serviços, na falta de investimento na atençom primária e no incremento das listas de espera, fenómenos que, segundo as entidades convocantes, estám a comprometer o acesso universal e equitativo à saúde.

A situaçom é particularmente grave nas áreas rurais, onde o feche de pontos de atençom continuada, a falta de pessoal médico e a concentraçom de serviços em grandes centros urbanos estám a gerar desigualdades territoriais profundas. Para muitos participantes, a manifestaçom nom é apenas uma resposta conjuntural, mas parte de um conflito mais amplo sobre o modelo de sanidade que se quer para a Galiza.

No acto final, a actriz Isabel Risco e o grupo De Ninghures contribuírom para um ambiente reivindicativo que combinou denúncia e afirmaçom colectiva. O manifesto lido no Obradoiro insistiu na necessidade de reverter políticas de recorte, reforçar o investimento público e garantir condiçons laborais dignas para o pessoal sanitário, sublinhando que a defesa da sanidade pública é uma questom de direitos fundamentais e de coesom social.

 Continuidade das mobilizaçons

A manifestaçom de Compostela nom é um episódio isolado. Desde 2018, a Galiza tem assistido a protestos massivos contra o deterioro da atençom primária, mobilizaçons em defesa dos hospitais comarcaris, denúncias de privatizaçom de serviços diagnósticos e de gestom hospitalar.

A plataforma SOS Sanidade Pública consolidou-se como um actor central na articulaçom destas luitas.

Privatizaçom e modelo de gestom

Os colectivos denunciam aexternalizaçom de serviços (diagnóstico, limpeza, logística), as parcerias público-privadas que transferem recursos para empresas privadas e a falta de reposiçom de pessoal e precarizaçom laboral.

Este modelo, segundo as entidades convocantes, favorece a mercantilizaçom da saúde e reduz a capacidade de resposta do sistema público.

Impacto territorial

A desigualdade entre áreas urbanas e rurais é um dos elementos mais sensíveis:

– feche de PACs e consultórios,

– dificuldades de cobertura médica,

– deslocamentos longos para serviços básicos.

A manifestaçom de Compostela expressa também a reivindicaçom de um equilíbrio territorial que garanta direitos equivalentes para toda a cidadania e expom fracturas políticas sobre o futuro da sanidade pública galega”

A manifestaçom de Compostela funciona como um barómetro das diferentes estratégias partidárias perante a crise da sanidade pública. A seguir, tens uma leitura comparativa clara, mas sempre contextualizada e genealogicamente situada.

A Plataforma SOS Sanidade Pública voltou a demonstrar a sua capacidade de artelhaçom social ao reunir em Santiago de Compostela milhares de pessoas chegadas de todo o país. A marcha contou com o apoio explícito do BNG e do PSdeG, consolidando umha frente ampla de oposiçom ao modelo sanitário da Xunta.

Eixos centrais da reivindicaçom

– Deterioro da Atençom Primária, com listas de agarda em aumento e falta de profissionais.
– Colapso das urgências hospitalárias, especialmente nos hospitais comarcais.
– Desviaçom de recursos para a sanidade privada, denunciada como umha privatizaçom encoberta.
– Exigência dum incremento real do investimento público e dumha planificaçom sanitária baseada nas necessidades sociais, nom nas lógicas de mercado.

As politicas do PPdeG em base a suposta defesa da gestom e uma narrativa de eficiência foi mostrando as suas costuras, malia o governo galego conduzido por Alfonso Rueda insistir que a sanidade pública está “entre as melhores do Estado”, enfatizando investimento global e novas infraestruturas que não se reflicte porém no dia a dia da cidadania. Rueda continua a atribuir os problemas à falta de médicos a nível estatal, deslocando a responsabilidade para Madri, rejeita a ideia de privatizaçom estrutural, apresentando externalizaçons como “colaboraçons necessárias”. Politicamente, procura deslegitimar as mobilizaçons como “instrumentalizadas pola esquerda”, quer dizer, teima na estratégia de  manter a narrativa de estabilidade e gestom técnica, evitando reconhecer deterioraçom sistémica.

O PSdeG crítica à gestom, mas com enfoque institucional virado a denunciar a falta de planificaçom e a má gestom dos recursos humanos.Propõe reforçar a atençom primária e melhorar as condiçons laborais, mas com um discurso que evita entrar em confrontaçom ideológica directa sobre privatizaçom, centrando-se na “má gestom” do PP como o alvo de posicionar-se como alternativa gerencialista e discurso técnico e institucional.

O BNG porém denúncia de privatizaçom e proposta de mudança de modelo.Situa a crise sanitária como resultado de anos de recortes e privatizaçom encoberta. Defende um reforço massivo da atençom primária, recuperaçom de serviços externalizados e um plano de pessoal a longo prazo e enquadra a luita pola sanidade como parte de um projeto de país, com ênfase na coesom territorial e na justiça social.Em fim, ligar a defesa da sanidade pública a uma alternativa política global, apresentando-se como força de mudança estrutural.

A Plataforma SOS Sanidade Pública voltou a demonstrar a sua capacidade de artelhaçom social ao reunir em Santiago de Compostela milhares de pessoas chegadas de todo o país. A marcha contou com o apoio explícito do BNG e do PSdeG, consolidando umha frente ampla de oposiçom ao modelo sanitário da Xunta.

Eixos centrais da reivindicaçom

-Deterioro da Atençom Primária, com listas de agarda em aumento e falta de profissionais.
-Colapso das urgências hospitalárias, especialmente nos hospitais comarcais.
– Desviaçom de recursos para a sanidade privada, denunciada como umha privatizaçom encoberta.
– Exigência dum incremento real do investimento público e dumha planificaçom sanitária baseada nas necessidades sociais, nom nas lógicas de mercado.

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