Os dias 28 e 29 de outubro marcam uma importante mobilização na Galícia, com uma greve convocada pelos sindicatos CIG-Ensino, STEG e CUT, que representa o professorado da rede pública. Sob o lema “Para recuperar direitos e por dignidade”, os profissionais da educação exigem melhorias estruturais no sistema de ensino galego.
Principais reivindicações dos docentes:
- Redução do número de alunos por turma.
- Melhoria na atenção à diversidade.
- Eliminação da burocracia excessiva.
- Recuperação salarial e valorização profissional.
- Pagamento dos meses de verão para professores substitutos.
- Redução da carga horária para docentes com mais de 55 anos.
- Retirada de instruções que impõem censura ideológica nas escolas.
- Novo decreto para fortalecer o uso da língua galega entre crianças.
Durante os dois dias de paralisação, estão previstas ações como uma cadeia humana em torno do edifício da Xunta de Galicia, em San Caetano, e manifestações provinciais nas principais cidades da comunidade.
Apoio das famílias: ANPAS Galegas se posicionam
A Confederação de Associações de Pais e Mães (ANPAS Galegas) declarou apoio à greve, destacando a precariedade na atenção à diversidade e a falta de profissionais especializados, como os de Pedagogia Terapêutica e Audição e Linguagem. Em comunicado, a entidade criticou o uso inadequado dos recursos destinados à inclusão e reafirmou seu compromisso com uma educação pública de qualidade. As ANPAS também participaram da mobilização nacional do dia 26 de outubro, ao lado de professores e estudantes, contra os cortes no setor. A greve representa um momento de união entre educadores e famílias, que exigem da Xunta de Galicia políticas públicas que garantam uma educação inclusiva, digna e de qualidade para todos.
