No domingo, 5 de outubro, está convocada uma manifestação nacional em Compostela, com saída às 12h da Alameda, sob o lema “2 anos de genocidio e 77 anos de ocupação”.

A Galiza vive uma intensa mobilização em solidariedade com o povo palestino, marcada pola detenção de dois ativistas galegos. O movimento de solidariedade com Palestina na Galiza intensificou-se após o assalto da marinha israelita à Flotilla Global Sumud, missão humanitária que navegava rumo a Gaza com ajuda médica e alimentar. Entre os mais de 400 ativistas detidos estão dous galegos: a advogada Sandra Garrido, representante da delegação galega, e o marinheiro lugués Manu López, capitão do barco Meteque. O ataque ocorreu em águas internacionais, a cerca de 100 milhas da costa de Gaza, violando o direito marítimo internacional. As comunicações com os barcos foram cortadas durante o assalto, impedindo inclusive o envio de sinais de socorro. Garrido, que viajava no navio Sirius, gravou um vídeo antes da interceptação, afirmando:
“Se estás vendo este vídeo, é que fomos secuestradas polas forzas de ocupação israelí. Solicitamos á sociedade civil que pida a nossa liberdade e o fim do genocidio do povo palestino.”
A detenção dos galegos gerou protestos em mais de 17 cidades e vilas galegas, incluindo Santiago, Vigo, Ourense, Pontevedra, Ferrol, Lugo, Redondela, Cangas, Ribeira, entre outras. As concentrações exigem a libertação imediata dos ativistas, o fim do bloqueio a Gaza e a responsabilização internacional de Israel.
A Xunta da Galiza, segundo fontes oficiais, remeteu a responsabilidade ao Governo espanhol, alegando que a proteção consular é competência estatal. A atitude foi criticada por diversos setores sociais e políticos, que exigem uma posição ativa da administração galega frente à violação dos direitos dos seus cidadãos.
No próximo domingo, 5 de outubro, está convocada uma manifestação nacional em Santiago de Compostela, com saída às 12h da Alameda, sob o lema “2 anos de genocidio e 77 anos de ocupação”. A marcha é promovida pola Coordenadora Galega de Solidariedade coa Palestina, com apoio de dezenas de entidades sociais, culturais e políticas. A CIG convoca paros esse dia de várias horas. A mobilização galega inscreve-se num contexto internacional de crescente reconhecimento do Estado da Palestina e de denúncias formais de genocídio por parte de organismos como a Associação Internacional de Estudos de Genocídio (IAGS) e a Corte Internacional de Justiça (CIJ).
