A Plataforma “Por un Monte Galego con Futuro”, composta por diversas entidades —entre elas Adega, CIG, Ecoloxistas en Acción e Sindicato Labrego Galego—, convocou uma manifestação para o domingo 14 de setembro em Santiago de Compostela sob o lema “A política forestal da Xunta é quen nos queima! Por un monte galego con futuro. Lumes Nunca Máis”, com o objetivo de denunciar os graves incêndios que devastaram mais de 150 000 hectares, especialmente em Ourense, e exigir uma mudança radical nas políticas florestais, agrárias e ambientais da Xunta
No manifesto, destaca-se que a vaga de incêndios, que se alastrou de norte a sul e de leste a oeste da Galiza, constitui uma nova tragédia ambiental, social, cultural e econômica, comparável a um “Prestige do interior”. Essa situação foi atribuída ao abandono do rural, às políticas agrárias desastrosas e ao monocultivo de espécies de crescimento rápido como o eucalipto, em um contexto agravado pola mudança climática .
Acusa-se ainda a inação da Xunta do PP, que permite a propagação dos incêndios em zonas rurais e periurbanas, resultando em pessoas queimadas, casas destruídas e deslocamentos, deixando muitas populações sem apoio suficiente. Essa mobilização popular e o apoio de soutos, carballeiras e fragas teriam sido fundamentais para salvar determinadas áreas.
Entre as exigências da plataforma estão:
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A criação de um serviço público permanente de bombeiros/as florestais, evitando privatizações;
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A declaração de zona catastrófica, com ajudas imediatas à recuperação;
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Medidas de restauração dos solos e prevenção da erosão;
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A suspensão da caça e da pesca nas áreas afetadas;
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Políticas que preservem a biodiversidade, recuperem usos tradicionais e fixem a população no rural;
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Apoio às comunidades de montes e proprietários privados para uma gestão sustentável;
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Uma moratória indefinida para novas plantações de eucalipto e outras espécies pirófilas, propondo alternativas;
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Apoios materiais e técnicos às explorações agropecuárias atingidas;
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Um modelo industrial da madeira que feche ciclos produtivos, em vez de ser apenas de primeira fase
As entidades convocam a cidadania a participar na manifestação do dia 14 de setembro para exigir que o monte galego não seja consumido pelo fogo nem pela especulação —Lumes Nunca Máis!
















