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Movementos sociais, Oriente Médio e Norte da África — 7 Setembro, 2025 at 6:31 p.m.

Alomenos cinco pessoas foram presas em O Corgo, segundo Lugo por Palestina, uma das organizações que organizam os protestos deste domingo

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Durante a chegada da etapa da Vuelta a España em Monforte de Lemos, no dia 7 de setembro de 2025, registaram-se protestos propalestinos contra a presença do Israel Premier Tech, equipa de ciclismo com origem em Israel. A mobilização foi organizada por coletivos solidários com a Palestina e enquadra-se numa série de ações que vêm ocorrendo em diferentes pontos do percurso da competição contra o genocídio em Gaza e a participação da equipe israelense  Israel-Premier Tech, propriedade do bilionário Sylvan Adams, amigo e aliado político de Netanyahu. Com o passar dos dias e o desenrolar das etapas, protestos de ativistas e espectadores tên aumentado.

Polícia Nacional prendeu um manifestante na linha de chegada de Monforte de Lemos neste domingo, durante a etapa da Vuelta a España, que hoje começou nas Astúrias e seguiu  para a Galícia. Lá, com forte presença policial, também houve  momentos de tensão entre manifestantes pró-palestinos antes da chegada, onde um grupo de pessoas denunciou o genocídio a cerca de 200 metros da linha de chegada. Os manifestantes denunciaram o genocídio do povo palestino e pediram boicote a Israel e sanções de organizações internacionais.

Pelo menos cinco pessoas foram presas em O Corgo, segundo a Lugo por Palestina, uma das organizações que organizam os protestos deste domingo

Além disso, pelo menos cinco pessoas foram presas em O Corgo, segundo a Lugo por Palestina , uma das organizações que organizam os protestos deste domingo, que falou com El Salto. Entre elas, está uma pessoa de 70 anos. A Lugo por Palestina explica que as pessoas foram levadas para a sede  da Guarda Civil em Lugo e que estão tentando fornecer  representação legal aos detidos .

Segundo relatou o jornal Nós Diario, a Polícia Nacional interveio com uma carga na meta da prova, resultando na detenção de Rosana Prieto, responsável local do BNG (Bloque Nacionalista Galego), e em vários momentos de tensão com manifestantes que exibiam bandeiras palestinas e cartazes de denúncia (Nós Diario, 2025).

 

Este episódio soma-se a outras mobilizações anteriores no País Basco, em Cantábria e em Astúrias, onde também se verificaram detenções, cargas policiais e interrupções da corrida. O alvo é sempre o mesmo: denunciar o que os movimentos sociais consideram uma estratégia de “sportwashing” por parte de Israel, tentando normalizar internacionalmente a sua imagem apesar das acusações de genocídio em Gaza (cf. El País, 2025; Cadena SER, 2025).

O caso de Monforte tem um peso simbólico especial porque, além da repressão contra cidadãos solidários, implicou a detenção de uma representante política galega, o que amplia a leitura política do episódio. Para muitos setores, a repressão policial demonstra a tentativa de impedir que a solidariedade galega com Palestina questione a normalidade de um evento mediático como La Vuelta

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