Milhares de pessoas manifestaram-se esta quinta-feira, 21 de agosto, em várias localidades da Galiza para denunciar a gestão da Xunta perante a vaga de incêndios florestais.
As mobilizações, convocadas pela plataforma Por un monte galego com futuro —que agrupa mais de 50 coletivos— reuniram mais de 45 000 pessoas em 28 concelhos, segundo os organizadores. As maiores concentrações tiveram lugar em Ourense e Vigo, onde estiveram presentes o presidente do concelho, Abel Caballero, e a vice-presidente do Governo espanhol, Yolanda Díaz, que criticou a privatização do combate ao fogo e a precariedade laboral do pessoal de extinção e o deputado do BNG no Congresso, Néstor Rego.
Os manifestantes exigiram a criação de um corpo público e profissional de bombeiros florestais, bem como uma política de prevenção que aposte num meio rural vivo e sustentável. Criticaram ainda o abandono de 190 vagas sem cobrir durante a vaga de incêndios e consideraram o atual plano autonómico (Pladiga) “inútil”.
Entre as reivindicações figuram também a declaração de zonas catastróficas, a recuperação das áreas queimadas e a defesa da biodiversidade. Sob o lema “Nunca mais lumes florestais”, os protestos responsabilizaram a Xunta por uma gestão considerada insuficiente.
