O Banco Mundial voltou a destacar o sistema educativo de Cuba como o mais eficiente e avançado da América Latina, de acordo com um relatório recente que avalia os sistemas escolares da região e os seus principais desafios. O documento destaca que, ao contrário do resto dos países latino-americanos, Cuba é a única nação da região que atende aos padrões globais de qualidade da educação. Esta conquista é atribuída à prioridade que o governo cubano tem dado ao sector da educação desde a revolução de 1959, atribuindo 13% do seu orçamento nacional à educação, a percentagem mais elevada do mundo.
Um desafio pendente
Noutros países da América Latina, o sector da educação enfrenta grandes desafios. A maioria dos professores é mal paga, sendo que 75% dos professores são mulheres, principalmente dos sectores sociais mais pobres. Além disso, os educadores gastam apenas 65% do tempo de aula em instrução efectiva, o que equivale a um dia de ensino perdido por semana, de acordo com o relatório.
O estudo aponta também para a falta de materiais didácticos actualizados e de tecnologias da informação nas salas de aula, associada à incapacidade dos professores para motivar os alunos ou manter a sua atenção.
A excepção cubana
O relatório sublinha que, em Cuba, a educação tem sido tratada como uma prioridade máxima. A ilha dispõe de um corpo docente altamente qualificado.
















