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Oriente Médio e Norte da África — 10 Outubro, 2024 at 11:20 a.m.

Massacre numa escola com refugiados no centro de Gaza

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Número de mortos sobe para 28 no massacre numa escola no centro de Gaza.Israel alega, sem provas, que o Hamas estava operando na escola bombardeada

A Meia-lua vermelha Palestiniano explicou esta quinta-feira que as suas equipas transportaram para o hospital 28 cadáveres e 54 feridos da escola atacada em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza.O ataque do exército israelita atingiu a escola Rufaida, convertida em refúgio para deslocados polo conflito e localizada perto da sede da Meia-lua vermelha em Deir al-Balah, segundo a Efe. As autoridades de Gaza confirmaram neste momento 26 mortos e 92 feridos neste bombardeamento, e afirmaram que a maioria eram mulheres e crianças. As mesmas autoridades acusam Israel de ter plena consciência de que o centro estava a ser utilizado por milhares de civis deslocados para se refugiarem.Como quase sempre acontece quando bombardeia infra-estruturas civis em Gaza, Israel argumentou que a escola estava a ser usada por militantes do Hamas como centro de comando e disse que tomou medidas para mitigar os danos aos civis. Porém, segundo a Al-Jazeera, o bombardeio foi realizado sem qualquer aviso prévio à população.Nas últimas semanas, o exército reconheceu numerosos bombardeamentos contra escolas onde, segundo eles, combatentes do Hamas estavam escondidos. Ontem, um ataque israelense contra um hospital no norte da Faixa, onde o exército israelense realiza há dias uma nova ofensiva , deixou polo menos 15 mortos. As vítimas de Rufaida foram transferidas para o Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, localizado em Deir al-Balah, onde alguns pacientes estão a ser tratados no terreno por falta de espaço, como se pode verificar em vídeos publicados nas redes sociais por meios palestinianos. 

Israel alega, sem provas, que o Hamas estava operando na escola bombardeada

Depois do bombardeamento que matou polo menos 27 pessoas, incluindo várias crianças, numa escola no centro de Gaza, o exército israelita afirmou ter atacado o edifício, onde se refugiavam refugiados deslocados pola guerra, porque ali funcionava um centro de operações do Hamas. Até agora, no entanto, ele não forneceu nenhuma evidência sobre esta afirmação.“Inúmeras medidas foram tomadas antes do ataque para mitigar o risco de ferir civis, incluindo o uso de munições de precisão, vigilância aérea e inteligência adicional”, disseram os militares.Contudo, este é o enésimo massacre de escolas perpetrado por Israel em Gaza, e as mulheres e as crianças sempre foram as principais vítimas. Entre os centros educativos atacados estavam os geridos pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA).

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