Israel está de novo a combater o Hezbollah no sul do Líbano, quase duas décadas depois de uma resolução da ONU que visava trazer a paz à região .Os ataques israelitas deixaram mais de 1,2 milhões de pessoas deslocadas no Líban. Aos 41.788 palestinianos mortos por ataques israelitas suman-se agora as 9 pessoas mortas no bombardeamento de um hospital no centro da cidade de Beirute
A Agência Nacional de Notícias libanesa acusou Israel de ter utilizado bombas de fósforo, proibidas por convenções internacionais, no ataque desta manhã no centro de Beirute, que já fez pelo menos nove mortos. “No seu ataque, Israel utilizou bombas de fósforo proibidas internacionalmente”, afirma a agência noticiosa pública, embora, de momento, não apresente qualquer prova deste facto.
O ministro libanês do Ambiente, Nasser Yassin, afirmou esta quinta-feira que o número de pessoas deslocadas no Líbano ultrapassou 1,2 milhões. “Estamos a lutar contra as intempéries para os acolher e, neste momento, existem mais de 870 abrigos, especialmente em Beirute e no Monte Líbano, onde as escolas atingiram a sua capacidade máxima”, disse o ministro à agência noticiosa libanesa.
O ministro insistiu no apelo a um cessar-fogo e explicou que “há algumas ideias que podem constituir um ponto de entrada para apoiar a via diplomática” e “parar a máquina de destruição e de morte israelita”. “Houve iniciativas árabes, incluindo as apresentadas pelo Egito, Qatar e outros países, como a França, que apelaram repetidamente a um cessar-fogo, mas é claro que o lado israelita não está preocupado com as leis e resoluções internacionais”, acrescentou.
9 pessoas mortas no bombardeamento de um hospital no centro da cidade de Beirute
O ataque israelita ao centro de Beirute, esta quinta-feira de manhã, matou nove profissionais de saúde e de socorro, de acordo com o último balanço de vítimas publicado pela BBC. O bombardeamento no bairro residencial de Bashoura atingiu um edifício de apartamentos de vários andares que albergava um escritório da Sociedade de Saúde, um grupo de socorristas civis. Este é o ataque mais próximo até agora do bairro mais central de Beirute, onde se situam os escritórios das Nações Unidas e do governo, mas é o segundo ataque a ter lugar numa zona central. É também o segundo ataque contra a Sociedade de Saúde em 24 horas. Segundo a Al-Jazeera, não foi emitido qualquer aviso israelita na zona antes de esta ser atingida. Os ataques a centros de saúde são proibidos pelo direito internacional e constituem um crime de guerra, embora Israel já tenha atacado muitos e repetidamente na sua ofensiva em Gaza. De acordo com o jornal inglês The Guardian, este é o segundo ataque ao centro de Beirute desde que Israel iniciou a sua ofensiva no Líbano, há uma semana.
Israel afirma ter morto três comandantes de topo do Hamas em Gaza há três meses
Israel anunciou esta quinta-feira que matou três altos dirigentes do Hamas em Gaza há três meses. Entre eles estava Rawhi Mushtaha, identificado pelo exército israelita como o chefe do governo do Hamas, juntamente com Sameh al-Siraj e Sami Oudeh, responsáveis pela segurança do Hamas, noticia a BBC. As Forças de Defesa de Israel explicaram que os três líderes do Hamas estavam escondidos num complexo subterrâneo no norte de Gaza e foram mortos em ataques aéreos. De acordo com as mesmas fontes israelitas, o Hamas não anunciou as mortes “para evitar a perda de moral e o funcionamento dos seus agentes terroristas”.
41.788 palestinianos mortos por ataques israelitas
As autoridades sanitárias de Gaza registaram esta manhã um novo número de mortos devido aos ataques israelitas. Quatro dias após o fim do primeiro ano de guerra, 41 788 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza e 96 794 ficaram feridas, a maioria das quais mulheres e crianças. Só nas últimas 24 horas, as forças israelitas mataram 99 palestinianos e feriram 169.









