Política Expansionista.Quem acompanha a cobertura da mídia, ouve que Israel está em conflito com o Hamas e que agora entrou em guerra com o Hezbollah. No entanto, o que realmente acontece é que Israel tem reconduzido, há quase um ano, uma operação sistemática de extermínio contra o povo palestino na Faixa de Gaza. Mais recentemente, após realizar uma série de ações violentas, iniciou uma ofensiva militar contra o Líbano.Não se trata de uma guerra convencional entre um Estado e uma organização. Quando a maioria das vítimas é civil — muitas delas crianças — o foco real não é essa organização, mas sim a população em geral.
Israel atua como uma potência agressora no Oriente Médio, seguindo uma política expansionista e discriminatória que nega os direitos e até mesmo a humanidade dos árabes na região.Essa política só se sustenta devido à cumplicidade ativa das potências ocidentais. Movidos por interesses geopolíticos e influenciados pelo lobby sionista, que tem grande poder econômico e midiático, os Estados Unidos e os principais países da Europa Ocidental não apenas ignoram o que acontece na Palestina e na região, como também protegem Israel em fóruns internacionais. Além disso, boicotam medidas de solidariedade às vítimas e fornecem armamentos que alimentam a matança de inocentes.
Violência e Racismo.Desde sua origem, o sionismo é um projeto colonial com base na supremacia racial. A autodenominada “única democracia do Oriente Médio” opera, na realidade, como um regime de segregação e controle policial.Sob o governo de Benjamin Netanyahu, Israel assume contornos cada vez mais autoritários. Veículos de imprensa são fechados por ordem governamental quando divulgam informações consideradas inconvenientes — é curioso imaginar a reação dos “defensores da liberdade de imprensa” se isso ocorresse em qualquer outro país.Prisões arbitrárias, muitas vezes de adolescentes, ocorrem sem processo legal adequado, e nas cadeias são comuns relatos de tortura e abuso sexual.
Cumplicidade Ocidental:Nada disso parece afetar as consciências no Ocidente, possivelmente porque o racismo antiárabe, ainda que não declarado, está cada vez mais normalizado na América do Norte e na Europa.Além da extrema direita, Netanyahu conta com o apoio de forças políticas liberais que, em seus próprios países, se apresentam como opositoras ao avanço de ideologias neofascistas, mas que, em relação a Israel, mantêm-se alinhadas.
Os Estados Unidos, atualmente e sempre, não escolhem um lado. São o lado. Kamala Harris, candidata democrata à presidência dos EUA, por exemplo, lamenta de forma superficial as vidas inocentes perdidas, o que já é suficiente para que Donald Trump a acuse de ser pró-Palestina. Porém, na prática, ela busca o apoio de setores sionistas e, quando apresenta suas políticas concretas, fica claro que pretende seguir os passos de Joe Biden, ou seja, continuar financiando o conflito e a destruição no Oriente Médio.No Reino Unido, o Partido Trabalhista, mesmo no governo, segue vendendo armas a Israel, apesar de ter anunciado hipocritamente a suspensão de algumas entregas. Na votação da Assembleia Geral da ONU sobre o fim da ocupação da Palestina, o partido preferiu se abster. No congresso partidário, o uso da palavra “genocídio” foi proibido. De forma semelhante, na Alemanha, o governo social-democrata age para tornar o apoio a Israel uma exigência de cidadania, e também se absteve na ONU.
Falência Moral:A impotência da solidariedade ao povo palestino e libanês, a tolerância ao racismo sionista e a cumplicidade com a violência e a expansão israelense são sintomas da profunda crise moral que nos aflige
