O Governo local do PP negou-se a aceitar a proposta da Comissão para que familiares de Moncho Reboiras, assasinado em 1975 participassem.

Este sábado, será erigido no Parque Antón Varela, no bairro de Canido de Ferrol, um monumento em memória das vítimas da repressão franquista. Será composto por uma escultura de grandes dimensões, obra do artista local de origem portuguesa Manuel Patinha, e por uma inscrição com os nomes de mais de 900 pessoas mortas por esta causa entre 1936 e 1975 nas regiões de Ferrolterra, Eume e Ortegal, entre as quais Moncho Reboiras, Daniel Niebla ou Amador Rey. A inauguração, que incluirá música, poesia, uma oferenda floral e diferentes intervenções, terá lugar a partir das 12 horas e contará com a presença de familiares das vítimas do regime franquista. O monumento instala-se na parte traseira do instituto que hoje ocupa o predio do desaparecido cemiterio municipal, um dos lugares das comarcas no que se executou boa parte dos assasinatos a maos dos franquistas.
A instalação desta escultura memorial non estivo exenta de polémica, pois o Goberno local do PP negouse a aceitar a proposta da Comisión para que familiares de Moncho Reboiras, assasinado em 1975, participasem no ato de inauguração do monumento, tal e como denunciarom tanto desde o BNG como desde Ceaqua. O PP defendeu a sua postura alegando que Reboiras era uma figura “conflitiva”(sic.)
A escultura metálica que o artista Manuel Patinha cedeu desinteressadamente à Câmara Municipal está instalada sobre uma mesa de betão revestida a granito, com os nomes das vítimas gravados em metacrilato e ordenados alfabeticamente em cada ano. A Asociación Memoria His-tórica Democrática valoriza a homenagem àqueles que perderam a vida em defesa das suas ideias de progresso e bem comum. A Comissão tem mantido contactos com os familiares das pessoas conhecidas, apesar da dificuldade de saber se os descendentes dessas vítimas ainda estão vivos. Ente as assasinadas e represaliadas tamén hai vítimas italianas e portuguesas.
