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Música, Oriente Médio e Norte da África — 1 Febreiro, 2024 at 11:33 a.m.

Roger Waters foi demitido de sua gravadora BMG, por seus comentários sobre guerra na Ucrânia e invasão de Israel em Gaza

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A BMG (do conglomerado alemão de meios de comunicação Bertelsmann Music Group) despediu Roger Waters, fundador dos Pink Floyd, por ter defendido os direitos do povo da Palestina. E pola sua afouteza denunciando o Estado de Israel, que está a cometer um genocídio em Gaza, perante os olhos e o silêncio do mundo.

 

Malia os cancelamentos de concertos, da censura dos meios de comunicação social e da quebra de contratos, Waters continua empenhado, tornando-se um símbolo da resistência e da luta pela justiça no Médio Oriente. O seu apoio à causa palestiniana reflecte-se não só nas suas palavras, mas também nas suas acções. Waters tem usado a sua plataforma para sensibilizar para a situação de Gaza, a ocupação da Cisjordânia e a discriminação de que são alvo os palestinianos. A censura e a perseguição de que Roger Waters foi alvo recordam-nos que, na luta pela justiça, as vozes que defendem os direitos humanos não podem ser silenciadas. Waters é um exemplo da importância de falar contra a injustiça, mesmo quando isso significa enfrentar a adversidade.

 

 

As ligações estreitas de Bertelsmann com o regime nazi,

Foi nos anos-chave da agressão nazi na Europa (1939-1941) que os lucros da editora Bertelsmann dispararam graças ao patrocínio das SS, à glorificação do regime nazi e à utilização de mão de obra escrava. A editora tinha, portanto, ligações estreitas com o regime nazi, em especial com o Ministério da Propaganda de Goebbels. Em 1945, a Bertelsmann inventou fraudulentamente a lenda de que a editora tinha encerrado devido à sua oposição aos nazis, o que abriu caminho para que as autoridades de ocupação lhe concedessem rapidamente uma nova licença de publicação. Após a Segunda Guerra Mundial, o seu diretor, Reinhard Mohn, um nazi que se apresentou como voluntário na Luftwaffe e ascendeu ao posto de tenente na guerra de agressão de Hitler, continuou a acumular e a consolidar uma fortuna que tinha sido feita durante a ditadura nazi. O pai de Reinhard, Heinrich Mohn, fez doações às SS, as forças especiais de Hitler e aos guardas dos campos de concentração. O novo diretor executivo da BMG, Thomas Coesfeld, é neto do multimilionário nazi Reinhard Mohn, que morreu em 2009 com uma série de condecorações (incluindo a de Príncipe das Astúrias). Coesfeld pertence, portanto, à dinastia Bertelsmann. As empresas de sucesso de hoje cuja fortuna foi feita à custa do trabalho escravo e do sangue derramado por milhões de pessoas durante o nazismo.

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