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Movementos sociais — 26 Xaneiro, 2024 at 11:29 a.m.

Saem à rua para apoiar Suso Pintos, ex-Secretário Comarcal da CIG, dirigente sindical e vítima da repressão espanhola

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Novo ato em Ferrol de amigos e companheiros da CIG  em repúdio da acusação contra o sindicalista Xesús López Pintos por defender os direitos laborais. 

O edifício da Xunta em Ferrol foi mais uma vez o local onde se realizou uma nova manifestação na tarde de terça-feira para exigir justiça para o camarada e antigo secretário comarcal da CIG, Xesús Anxo López Pintos. Suso Pintos tinha sido espancado e torturado na esquadra da polícia depois de ter participado numa mobilização do setor naval durante uma ato do PP. Pintos foi condenado a dous anos de prisão por protestos contra um evento do PP em Ferrol, em 2012. O Goberno español não explicou por que non resolveu aínda o indulto a Pintos.O silêncio do executivo da coligação espanhol é ainda mais grave porque o próprio governo se diz progressista e empenhado na defesa dos direitos e liberdades sindicais continua em silêncio e sem derogar a Lei Mordaça. O secretário geral da CIG Carril lembrou que xa passaram 11 anos dos acontecimentos e, tal como naquele 4 de outubro de 2012, estamos perante um processo de eleições galegas. “É intolerável não reparar um ato injusto como o vivido pola Pintos e atrasar a sua resolução”.

 o BNG presentou iniciativa no Congresso das Deputadas para instar o Governo espanhol a avançar com a medida de indulto e para pedir ao PSOE que clarifique a sua posição sobre o assunto. Carril reafirmou que quando dizemos que “Pintos somos todos nós”, é porque nenhuma pessoa está livre de sofrer o que o camarada sofreu, em termos de impunidade policial na agressão e vitimização e na ação injusta do poder judicial.Num contexto como o atual, de crise social, de alarmante extensão da pobreza no trabalho e de aplicação de duras políticas neoliberais, a mobilização e a resposta social tornam-se uma necessidade para a classe trabalhadora galega defender os seus direitos, “ainda que ameaçada polo mesmo que aconteceu a Pintos e pola presença de uma lei da mordaça e de um código penal que agrava os crimes relacionados com a mobilização social”. Por isso, enquanto esperamos por um ato de reparação e justiça para Pintos, pola revogação da lei da mordaça e da legislação que limita e criminaliza o protesto social, continuaremos a mobilizar-nos nas ruas as vezes que forem necessárias.

Foto: CIG

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