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Cedeira, Ecoloxía, Editorial, Meio ambiente — 14 Decembro, 2023 at 8:58 a.m.

Delegado do governo espanhol confirma em Cedeira a licitação definitiva dum dique que certifica a desfeita da Praia da Madalena

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O delegado do Governo na Galiza, Pedro Blanco Lobeiras, visitou ontem a praia da Madalena de Cedeira acompanhado polo alcalde e o primeiro vice-alcalde, para  informar que as licitações estão prontas e que a previsão é que as obras poderão ser realizadas a partir do próximo verão. Na reunião, o gestor confirmou que o Ministério da Transição Ecológica e do Reto Demográfico tenha os documentos para o concurso do projecto de regeneração da praia e que a acção está orçamentada. Segundo informou, irá a concurso no próximo ano com um orçamento de 2.362.615,65€ (IVA incluído) e poderá correr depois do verão para não atrapalhar a  temporada alta.

“Transformações na morfologia da praia da Madalena” é o título deste ambicioso quanto intervencionista projecto que longe de  terminar definitivamente com a degradação do areal e o recuo do litoral irá culminar a artificialização do areal com base num questionado projecto de estudo de impacto ambiental feito ad hoc que visa turistificar a Madalena com criterios a curto praço e escasa evidência científica mas sendo lançado como definitivo.

Segundo a nota emitida por fontes do Concelho co-governado polo PsG-PSOE e o BNG,  o alcalde Pablo Moreda (PSOE)  que continua a não dar pontadas sem fio (aproveita o comunicado para afumar o tamanho do despropósito,  lembrándo-nos que foi “o Ministério de Transição Ecológica quem também financiou, através Demarcação de Costas, recuperação das cetárias do Sarridal)  e agradecer a visita  do Delegado e, por continuar com a publi-reportagem, teimar em lembrar-nos também que é  “um projecto que começou a tomar forma durante o mandato de PSOE e BNG de 2015 e 2019 e cujos marcos foram alcançados nos últimos anos.

Na altura, em fevereiro  de 2019, foram licitados a elaboração do projeto e o estudo de impacto ambiental, que foram submetidos a exposição pública em 2021. A pandemia retardou o processo e foi já em abril de 2023 que o o Ministério publicou a declaração de impacto ambiental, estando apenas pendente a contratação do trabalho”.

“Transformações na morfologia da praia da Madalena” é o título deste ambicioso quanto intervencionista projecto que longe de  terminar definitivamente com a degradação do areal e o recuo do litoral irá culminar a artificialização do areal com base num questionado projecto de estudo de impacto ambiental feito ad hoc que visa turistificar a Madelana com criterios a curto praço e escasa evidência científica mas lançada como definitiva

Para “corrigir” (obsérve-se como os problemas e a degradação que a praia da Madalena tem sofrido desde o final do década de noventa, será construído um quebra-mar ou espigão de 77 metros que seica garantirá a estabilidade da linha da costa contra fenómenos erosivos.

Juntamente com o objectivo de devolver a estabilidade á Madalena, o projecto seica prevê a reconstrução do sistema dunar e o seu repovoamento com vegetação nativa, conservando e valorizando a diversidade deste espaço e das áreas vizinhas, incluindo a Reserva Marinha de Interesse Pesqueiro da Ria de Cedeira. A ação também servirá para melhorar a canalização da foz do rio Condominhas e do riacho da Veiga. Todo incluído no presente de Natal.

Contradições de bulto

Enquanto um comunicado de imprensa oficial afirma que é necessário amortecer a causa (no fondo reafirma o que di estratégia da mudança climática), o projeto da Madalena teima em esconder a consequência.

Pouco mais a acrescentar desde que foi presentado nestas pàginas o “basculamento” que já aparece na carta de Tofiño… Porém, não há dúvida possível diante de tanto triunfalismo a priori. Nenhuma dúvida razoável perante um projeto e estudo ad hoc de impacto ambiental. E se lembrarmos, porque Moreda não é o único com essa prerrogativa, também seria preciso lembrar o que o alcalde do PSOE e os atuais coniventes não dim: foi o PSOE quem entulhou a praia com restos de obra, sendo  Vergara  alcalde- biólogo.

E ao adicionar area estão a encher a ria contra os critérios da estratégia costeira de combate às alterações climáticas. Aquela area que está espalhada por toda a ria e penetrando e depositando-se em Esteiro no bolo do meio. Mas todo isso foi dito por Somos Cedeira, o biólogo Antón Cribeiro e várias reportagens de Ollaparo. O que aconteceu com a Plataforma cidadá de defensa da ria? Nem palavara nem voto no desenvolvimento do projeto construtivo e dun estudo-fake de impacto ambiental. Se continuamos a lembrar lembremos:  em que momento pensarom quem agora defende inzar de argamassa de cimento, areia e cascalho  que para amortecer as causas (o mar) é preciso intervir lá fora (adaptando o dique existente o que também não seria uma medida definitiva) e não colocar areia e cimento para dous anos de praias e fodechinchada?

Voltemos ao publicado em Ollaparo: se a construção do dique de barragem provocou um acúmulo de areia na parte norte da praia (na vila), “inclinando”, como é que o vídeo de comparação com o voo americano já mostra exatamente o mesmo perfil? E se voltarmos às cartas, é ainda pior.

E nao só isso, o PSOE e parceiros estão reapropiando-se de todo o relato…O mais conhecido é o da memoria histórica após o pacto de silêncio (Transição Política) e agora sumam o do ecologismo (com a demonimada Transição Ecológica), quando forom os governos do Psoe quêm asfaltaram o litoral com passeios marítimos e agora pretendem dar como solução definitiva uma medida invasiva e de curto prazo que vai contra os projectos de renaturalização e intervenção mínima.

Grazas por leres e colaborares no Ollaparo !

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