EH Bildu alerta Sánchez que “não há governo sem as forças soberanistas”. Os partidos pró-independência catalães já o fixeram ontem e hoje EH Bildu junta-se a eles. “São os independentistas e os soberanistas bascos, galegos e catalaes que hoje impedem o bloco reaccionário de chegar ao poder. Nenhum governo progressista é possível sem a assunção da realidade plurinacional do bloco que pode sustentar a investidura e a legislatura”, enfatizou Mertxe Aizpurua.
Aposta na “paciência estratégica” até alcançar a autodeterminação
A porta-voz da EH Bildu, Mertxe Aizpurua, sublinhou que aquela que hoje começa deve ser a “legislatura da plurinacionalidade” e na qual se abram “novos caminhos como aqueles que o Reino Unido e a Escócia já percorrem: o da democracia”. Agora, perante um cenário em que ainda se assume que se Catalunha, Euskadi e Galiza exercessem o seu direito de decisão, “Espanha desapareceria”, a porta-voz de EH Bildu optou por não estar “com pressa ou ansiosa”, mas “visão e paciência estratégica”. “O debate sobre a plurinacionalidade respeita profundamente todos os sentimentos nacionais, é um debate que procura o respeito e o acordo. Um debate a favor, senhoras e senhores, não contra”, observou.
Antecipa a resistência que Junts e PNB podem colocar ao progresso social
Aizpurua antecipou no seu discurso a resistência que Junts e o PNB poderão apresentar ao longo da legislatura aos avanços económicos e sociais como “o direito à habitação, os direitos laborais ou a equidade fiscal”. “Eles vão opor-se e tentar travar estes desenvolvimentos porque respondem e apoiam os interesses de determinados sectores económicos e empresariais. Sabemos disso”, disse, referindo-se às forças “não progressistas e conservadoras”, sem mencioná-las. E enviou uma mensagem ao PSOE: “Não aceitaremos, portanto, que esta desculpa se transforme num travão ao progresso social nesta legislatura”.









