Depois de 6 anos, parece que desapareceu a soma das vontades de mais de dois milhões catalães capazes de realizar um referendo contra todo o aparelho de estado. A direita espanhola não voltou ao poder, porque sempre foi deles. Mistura-se com a paisagem que vemos e às vezes é chamada de PSOE. Mas se algo se destacou nesta ressaca Feijooana, foi a Conferência Episcopal Espanhola que se pronunciou preventivamente contra a anistia, e chegou ao ponto de dizer que é contrária à legalidade atual e à separação de poderes.O secretário-geral e porta-voz da CEE afirmou ontem que “não há nenhuma situação excecional” que o justifique. Um entendimento de Espanha que se contenta em chamar conservador ao pluralismo político e procura uma solução para as discrepâncias que corresponde a uma ideia tradicional agressiva da nação espanhola, baseada na lei, na suposta igualdade e na ordem, caraterística da história contemporânea da política espanhola.
A resposta irascível da direita espanhola e agora também do seu braço espiritual a uma possível amnistia é assustadora. Quando é sabido e notório que a única força parlamentar que não votou a favor da proposta de Lei de Amnistia Política de 1977 foi a Alianza Popular. Os bispos espanhóis não perdem a oportunidade de lembrar que são espanhóis e neofranquistas antes de todo. A amnistia como uma fatalidade em interação com o percurso do PP como vencedor das eleições gerais de julho de 2023 coloca-nos perante uma atitude des-constitutiva.
Será que vamos ouvir a voz de um representante da Igreja galega, ou pelo menos da Igreja na Galiza agora que seica um arcebispo galeguista ficou á fronte da sé compostelã? (é léria)
