O derradeiro ano da presidência de Alberto Núñez perdeu co-financiamento com dinheiro que a UE estava disposta a fornecer à Galiza.
Em 2021, foram inscritos 441 projetos com fundos europeus que receberam um total de 753,6 milhões de euros. Desse montante, 362,2 milhões teriam sido destinados a entidades públicas, 295,7 milhões a pessoas jurídicas, 91,5 milhões a pessoas físicas e 4,2 milhões a “outros” sujeitos. Segundo o relatório do Conselho de Contas, foram atribuídos à Galiza 1.097,7 milhões de euros de fundos da União Europeia para o ano de 2021, dos quais foram executados projetos no valor de 514,3 milhões. Ou seja, 46,9% dessas outorgas foram executadas.
“É evidente que a execução dos projetos e ações financiados com fundos europeus, tendo em conta os dados dos sete exercícios anteriores, continua a ser significativamente inferior à execução dos orçamentos gerais da comunidade autónoma”, afirma o órgão, que insta o Governo Galego a “adaptar a estrutura organizativa do Conselho para obter a maior rentabilidade possível na utilização dos recursos financeiros da Europa”.
No entanto, o relatório alerta que este valor não é inteiramente verdadeiro, polo facto de antes do final do ano a Xunta proceder à anulação de créditos já aprovados no valor de 171 milhões de euros, prática contabilística que, segundo o Conselho, “distorce a execução do orçamento”, inflacionando-o artificialmente. A percentagem real seria, portanto, de 40,5%, o que significa que 59,5% dos fundos ficaram por executar.
