O deputado do BNG, Nestor Rego, prometeu em galego seu cargo “no Día da Galiza Mártir e en memoria de Alexandre Bóveda”, comprometendo-se a “a traballar para defender o pobo galego e a soberanía da Galiza.”
Uma maioria plurinacional que pola primeira vez inclui Junts elegeu a maiorquina Francina Armengol presidenta do Congresso e concedeu a Pedro Sánchez o control da mesa. A legislatura começa graças a acordos de última hora com ER e à formação de Carles Puigdemont, que agora abrirá nova negociação para a posse. A ex-presidenta das Baleares obteve 178 votos – aos quais se somam EH Bildu, PNB e BNG – e superou por maioria absoluta o candidato do PP, Cuca Gamarra (139), que não obteve o votos do Vox por causa da recusa de Alberto Núñez Feijóo em ceder à extrema-direita um lugar numa mesa da câmara baixa que terá cinco deputados de cariz progressista (três do PSOE e dois da Sumar) e quatro do PP. O acordo da ERC e de Junts foi alcançado em troca de várias contrapartes. Em primeiro lugar, o uso do catalão em toda a administração do Estado, nas instituições comunitárias e no próprio Congresso. A nova presidente Armengol anunciou isso em seu primeiro discurso. “Esta presidência vai permitir o uso destas línguas a partir desta sessão constitutiva”, disse Armengol, que usou o basco e o galego nas saudações e agradecimentos e citou Salvador Espriu em catalão.
O primeiro gesto da nova presidente da mesa do Congresso dos Deputados, Francina Armengol no seu primeiro discurso, foi anunciar que permitiria o uso do catalão, do basco e do galego na câmara baixa espanhola. “A pluralidade nos enriquece”, disse Armengol.
Além disso, destacou a “riqueza” da pluralidade e diversidade do Estado. Os republicanos acordaram com o PSOE a elaboração de uma lei orgânica para normalizar o uso das línguas cooficiais também no domínio da justiça, conforme comunicaram. Nas suas negociações, os Junts conseguiram que o Ministério dos Negócios Estrangeiros registasse um pedido ao Conselho da União Europeia de alteração do regime linguístico em Bruxelas, que será votado a 19 de Setembro. Este órgão é o que Sánchez preside neste semestre e, como anunciou esta quarta-feira, vai tentar promover esta mudança, que exige unanimidade. Além disso, as duas formações concordaram em uma comissão de investigação sobre espionagem com Pegasus e as de Carles Puigdemont outra sobre os ataques do 17-A.









