Feijoó não é capaz de repetir as quatro vitórias galegas a nível estadual e o seu futuro fica nas mãos de terceiros. Num contexto polarizado polo presidencialismo espanholista e o ostracismo mediático o BNG consegue resistir, recuncando com a representação de um deputado, o que não é pouca cousa malia o evidente fracaso de não acadar maior representação. A soma da direita fica cinco cadeiras abaixo da maioria absoluta e sem possibilidade de fazer vincalhos com outras forças devido à dependência da ultradereita de Vox (a formação ultra obtém 4,8% dos votos na Galiza, quase oito pontos a menos que a média do estado espanhol).De feito, na Galiza, a soma de BNG, PSOE e Sumar é maior que a do PP.

O BNG não chegou nem perto da meta de ter “um grupo forte” no Congresso. Apesar de aumentar o número de votos em mais de 30.000 em relação às eleições de novembro de 2019, o BNG não conseguira aumentar o número de cadeiras( 9,48% dos votos, mais 1,35 pontos do que nas eleições anteriores).O BNG estende a mão para negociar um governo alternativo à direita e aposta na defesa da agenda galega. O independentismo catalão decisivo para investir um futuro presidente espanhol.
O BNG pese a governar em Compostela e Ponte Vedra perde o segundo deputado pola Corunha e o de Pontevedra nas cidades onde é superado claramente por Sumar. Melhorou os resultados das eleições gerais de 2019 -com 30.000 votos a mais e um aumento de menos de um ponto-, mas ficou com o mesmo representante pola Corunha) já que não conseguiu nenhum outro, nomeadamente na província de Pontevedra, onde estava a cerca de 5.000 votos de obter representação.
Ana Pontón, porta-voz nacional do BNG, compareceu depois das 23h20, para ler os resultados da formação nacionalista. Pontón oferece o voto do BNG para um governo progressista e para evitar eleições repetidas: “Os números dão”. A porta-voz nacional do Bloco enfatizou que sua formação fará no Congresso o que prometeu na campanha eleitoral: evitar um governo “de direita e ultradireita machista e antigalego”.Concluiu destacando que o BNG “continua subindo, é uma das poucas forças que sobe e vamos para uma fase em que o voto do BNG vai ser decisivo”. Salientou que “temos toda a vontade para cumprir: estamos empenhados em dar voz e força à agenda galega e travar a revolução democrática”.









