O escritor e acadêmico Salvador García-Bodaño morreu aos 87 anos. O corpo será exposto no Museo do Pobo a partir das 11 horas, polas 19h00 serão realizadas as honras fúnebres em Santo Domingos de Bonaval.

García-Bodaño (nado em Teis no1935) é unha das figuras máis singulares e anovadoras da poesia galega dos 50. Com a publicação do seu primeiro livro. A pé de cada hora (Galaxia, 1967) viria a afirmar-se como um dos poetas mais valiosos numa época em que nas letras galegas predominava a poesia social, colecção única de poemas, da qual emanava a marcada intimidade que caracterizaria toda a produção do poeta. Existencialismo e galicianismo já convergiram nestas páginas. Os seus poemas foram traduzidos para inglês, italiano, francês, russo, sueco, catalão ou árabe e figuram nas antologias mais importantes da poesia galega contemporânea.Foi sócio fundador da Associação Cultural O Galo (1961), pioneiro durante a ditadura de todos os galegos que mais tarde se dedicariam à recuperação da língua e da cultura galega.
No início da década de 1960, fez também parte do Conselho da Juventude e promotor clandestino do Partido Socialista Galego (1963), onde foi secretário de informação e propaganda. Em 1980 foi co-fundador e eleito membro executivo da primeira Associação de Escritores de Língua Galega e presidente do Ateneo de Santiago de Compostela. Foi também membro do novo Seminário de Estudos Galegos, patrono-fundador do Museu do Povo Galego e co-fundador do PEN Clube de Galiza, da Associação de Tradutores de Língua Galega (ATLG), do Museu Carlos Maside de Arte Contemporânea, Instituto Galego de Informação, da Fundação Castelão, Associação Galega do Livro Infantil e Juvenil (IGI) ou membro do Conselho de Curadores da Fundação Pedrón de Ouro.A sua biografía pode ser consultada aqui i.gal/rag-sgb















