Ontem, domingo 12 de fevereiro de 2023 , uma multidão lotou as ruas de Compostela, para exigir a vozes, que o povo trabalhador deste país quere e exije saúde pública como condição essencial do seu desenvolvemento e bem-estar. O protesto superou as previsões de seus organizadores após uma semana de nervosismo na Xunta, com Alfonso Rueda á frente duma estratégia que buscava desacreditar a mobilização, chamando-a de ação política controlada polo Bloque Nacionalista Galego e polo Partido Socialista. Enquanto parte dos manifestantes começou a encher a Praça do Obradoiro moitos ainda não conseguiram sair do local onde a marcha começou, alguns quilômetros atrás. Polícia local estima presença de 35.000 manifestantes.
Desde a chegada de Nuñez Feixoo ao governo de Xunta e agora com Rueda, o PP destacou-se por desmantelar quase completamente o nosso sistema público de saúdef. Já desde o tempo de Romay Becaría como Conselheiro de Sanidade, no período 1991-1996 , legislatura na que Feixoo já era o número dous do referido departamento, a sanidade galega já começou a ser privatizada com as chamadas fundações, que não tiveram moito sucesso, mas já indicavam as intenções claras do PP no que di respeito à saúde pública. O que as fundações figeram, no entanto, foi ceder passo à lei 15/97 que permite todo o que está a ser feito neste momento, a privatização deste bem público.
Ao mesmo tempo em que se cortam recursos financeiros, pessoal e serviços, aumenta-se proporcionalmente o auxílio à sanidadeprivada e a terceirização de inúmeros serviços de saúde.
Assim que Nuñez Feixoo chegou ao poder, aproveitando a crise do final de 2000-2010, o PP cortou o orçamento da sanidade pública em quase 20%, que hoje, ou seja, quase 15 anos depois, ainda não foi totalmente recuperado. Ao mesmo tempo, os diferentes governos de Feixoo na Xunta, caracterizam-se polo contínuo fechamento de leitos hospitalares. Além disso, já no primeiro ano de governo, Nuñez Feixoo cancelou o acordo bipartido com as diferentes organizações de saúde para a construção de mais de 60 novos centros de saúde, causando também a perda de quase 1.000 empregos no setor de saúde. Junto com isso, Nuñez Feixoo eliminou três áreas de saúde e desmantelou os hospitais comarcais cuja consequência foi que a população rural tem, até hoje, moita dificuldade de atendimento de saúde em condições decentes. Ao mesmo tempo em que se cortam recursos financeiros, pessoal e serviços, aumenta-se proporcionalmente o auxílio à sanidadeprivada e a terceirização de inúmeros serviços de saúde.
Já com a pandemia, o PP aproveita um novo ataque à saúde pública, fechando centros de saúde nas zonas rurais e privilegiando as consultas telemáticas e telefónicas, apesar de na Galiza a sua população ser moi envelhecida, com a qual moita gente velha têm problemas para agir livremente nesses novos métodos de consulta.
A programação dos meios de comunicação públicos controlados polo Governo galego voltou-se este domingo para as manifestações da Feira do Cocido de Lalín, evento gastronómico que se realiza anualmente e que tivo como convidado de honra o presidente da Xunta. Não em vão, o próprio Alfonso Rueda avisou esta semana que entre a mobilização a prol da sanidade pública e o cozido optou por este último num intento de banalizar a convocatória
Porém, o control mediático nem as mensagens não conseguiram evitar um protesto massivo em que estavam na boca de todos os comparativos com aquela grande mobilização que no dia 1º de dezembro, há 20 anos, levou a indignação com a catástrofe do Prestige às próprias ruas onde as pessoas agora clamam polos buracos na sanidade pública administrada polo Partido Popular. Todo isso certamente serve a um propósito e é claramente uma estratégia bem planejada e bem pensada para transferir pacientes e potenciais pacientes do setor de saúde público para centros de saúde privados. Mais para travar toda esta destruição e substituir todo o que foi desmantelado na sanidade pública galega, acontece de forma fulcral, através da revogação da lei 15/97, a lei que permite e justifica o desmantelamento da saúde pública e a sua privatização .
