Ontem, às 18h, manifestaram-se os profissionais afetados e os ferrolanos sensíveis com a situação alarmante do serviço da biblioteca pública. O concelho gobernado por Angel Mato ( PSdeG ) anunciou que a solução chegará na próxima semana com a contratação de oito assistentes administrativos para a biblioteca central de Ferrol para um restabelecimento temporário do serviço mas que constitui claramente um mal remendo já que a raiz do problema não será resolvida porque não são técnicos especializados com formação específica. Surge o paradoxo de que os graus exigidos são ministrados no Campus de Ferrol. Uma falta de respeito para os profissionais bibliotecarios e para os cidadãos.
O estado das bibliotecas públicas é um bom indicador do estado geral duma sociedade. Da mesma forma que uma sociedade não é apenas a soma de quem nela vive, uma biblioteca também não é um estoque de livros amoreados.Uma biblioteca também não é um fornecedor de cartões de empréstito de livros. Agora não podem oferecer atividades infantis nem visitas escolares, quando são apenas dous no serviço público só podem fazer empréstimos e reembolsos.Não há uma sala web para consultas na internet ou para reprografia.
Nos últimos anos, a falta de pessoal na rede de bibliotecas públicas municipais de Ferrol (uma cidade de mais de 50.000 habitantes) tem diminuido até niveis alarmantes, pois foram pechadas 2 bibliotecas públicas (O Inferninho e Caranza) e a que ficou, a biblioteca central de Ferrol, não fora dotada de pessoal suficiente, principalmente no período da tarde, o que fai com que o subcontratado de pessoal tenha salários miseráveis .O atendimento é feito com apenas seis pessoas, pois três estão de licença médica. Não há contratos com a bolsa municipal, como era decote.Até 10 de março de 2022, “sete bolseiros treinados para essas tarefas realizavam atendimento ao público e pessoal técnico”. Na altura, até 12 pessoas atendiam ao público. Mas os contratos desses estagiários acabaram. Como solução provisória, “foram contratados quatro auxiliares administrativos por nove meses”. Mas desde 1º de janeiro eles não estão mais lá e há apenas quatro funcionários para o público. As três baixas mencionadas não foram preenchidas, nem a baixa dum jubilado foi preenchida. Os trabalhadores afirmam observar um desmantelamento progressivo do serviço.
E face a esta situação, de 1 a 15 de janeiro a biblioteca não abriu à tarde. A partir de dia 16, o staff está organizado para abrir das 09h00 às 13h30 e das 16h00 às 20h00. “Mas às vezes também não podemos abrir”, di a chefe da biblioteca e arquivo municipal, Fany Gómez. Todo isso leva a uma queda no número de usuários, que caiu de 600 por dia em 2020 para os atuais 180: “Caesenos a alma aos pés ao ver isto com pouca gente”, afirmava em La Voz.
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