Independentismo catalao reivindica a validade do Procés, mas mostra a divisão com a mesa em Junqueras. Até 30.000 pessoas, segundo os organizadores, e 6.500 segundo a Guarda Urbana, manifestam-se contra a cimeira hispano-francesa
Não ajudou que a manifestação tenha ocorrido durante a semana e nas primeiras horas da manhã, e o frio que castiga Barcelona não impediu que milhares de pessoas saíssem hoje às ruas para protestar contra a cimeira hispano-francesa. 30.000 pessoas, segundo os organizadores, e 6.500 segundo a Guarda Urbana, enfrentaram o frio intenso para mostrar que o Processo não acabou e que a rua continua lá. O feito da mobilização ter sido unitária não impediu, porém, que as divergências ressurgissem com reprovações e críticas à ERC por seu compromisso com o diálogo com o Estado. O presidente de ERC foi gritado por alguns dos participantes quando ele deixou a concentração com berros de “traïdor”, “botifler” (fanfarrão) e “Puigdemont, el nostre president”. Aliás, as proclamações a favor do ex-presidente têm sido uma constante ao longo da marcha.Conforme noticiado polo jornal ARA, antes do início da manifestação, Junqueras defendou a presença da ERC na manifestação e a participação do presidente na cimeira. “Vamos defender os dereitos da Catalunha dentro e fora”, afirmou, mostrando-se satisfeito com o papel de anfitrião de Aragonés e fazendo uma defesa ferrenha do diálogo com o Estado. A presidente do ANC, Dolors Feliu, que já tinha previsto que a delegação da ERC seria apupada, justificou a contundência de Junqueras: “Há grandes contradições no partido do Governo. É a liberdade de expressão”, afirmou em referência ao decisão do chefe do executivo catalão de participar da cimeira como anfitrião.









