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América, Movementos sociais, Politica internacional — 9 Xaneiro, 2023 at 9:23 a.m.

Supremo Tribunal Federal do Brasil ordena que Exército desmantele todos os “acampamentos bolsonaristas” em 24 horas

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Após a Polícia Brasileira recuperar o control do Congresso, do Palácio Presidencial e do Supremo após o ataque de Bolsonaro o Supremo Tribunal do Brasil ordenou nesta segunda-feira que o Exército do país desmantele todos os “acampamentos bolsonaristas” que existem no território nacional em um período de 24 horas após este domingo, centenas de seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram a sede do Congresso e o Supremo, além do palácio presidencial. O ataque às referidas instituições brasileiras ocorreu após meses de acampamento de apoiadores de Bolsonaro na capital, Basilia, depois que o ex-presidente perdeu as eleições presidenciais de outubro para Luiz Inácio Lula da Silva. Governador do Distrito Federal afastado devido a “anuência” das autoridades nos ataques bolsonaristas em Brasília. 

O magistrado Alexandre de Moraes destacou, assim, a importância de que esses acampamentos -localizados em território não pertencente ao Exército sejam totalmente desmantelados, pois a Polícia prende “todos os manifestantes que ainda estão nas ruas” após um dia que terminou resultou em polo menos 300 detidos. O magistrado Alexandre de Moraes destacou, assim, a importância de que esses acampamentos -localizados em território não pertencente ao Exército- sejam totalmente desmantelados, pois a Polícia prende “todos os manifestantes que ainda estão nas ruas” após um dia que terminou resultou em polo menos 300 detidos.

Além disso, ele destacou que as principais rodovias do país, parcialmente ocupadas pela multidão de seguidores, devem ser desbloqueadas ao longo do dia, segundo informações da rede de televisão G1.

Em nova ordem judicial, Moraes expressou que “nada justifica a existência de acampamentos terroristas, financiados com a complacência de autoridades civis e militares de forma totalmente subversiva e sem respeito à Constituição”. Moraes também alertou que os comandantes e altos funcionários das Forças Armadas, da Polícia e do Ministério da Defesa serão levados à justiça se esses acampamentos continuarem existindo.

Um assalto que culmina dous meses de mobilizações de Bolsonaro negando os resultados das urnas

Bolsonaro, os militares e os jornalistas de extrema-direita alimentaram os grupos que invadiram os palácios do governo · Os bolsonaristas negam a validade das eleições vencidas pelo presidente Lula. Milhares de apoiadores do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro culminaram hoje o assalto às instituições que reivindicavam nas ruas há mais de dous meses. As sedes do congresso, da presidência e do STF foram invadidas por manifestantes que exigem uma intervenção militar e a deposição de Luiz Inácio Lula da Silva, cuja legitimidade não reconhecem.Todo isso decorre do processo eleitoral, quando Bolsonaro e Lula se enfrentaram duas vezes para uma presidência que o primeiro entendeu que só poderia ser dele. Bolsonaro levantou suspeitas de fraude eleitoral sem provas e manteve um silêncio inédito quando as escolas fecharam em 30 de outubro e as pesquisas não lhe deram razão.

Havia menos de dous pontos de diferença entre os dous candidatos, com o titular cessante ganhando 58,2 milhões de votos, mais de quatro anos antes, o que explicava o quão popular ele permanecia entre um amplo setor de eleitores; seja pela convicção de seus dogmas ultraconservadores, seja pela animosidade contra Lula e todo o que o Partido dos Trabalhadores (PT) representa.

O silêncio de Bolsonaro após o fechamento das seções eleitorais deu origem a uma onda de protestos com estradas bloqueadas. Demorou alguns dias para o presidente cessante se comprometer com a transição, mas com a boca fechada e nenhum reconhecimento aparente de que havia sido derrotado – ele ainda não reconheceu isso hoje.

Lula prometeu que no início do mandato tomaria medidas contra aqueles que ainda se recusam a reconhecer sua vitória, num momento em que grupos de bolsonaristas continuavam a reivindicar em frente aos quartéis uma intervenção das forças armadas. Também foram realizadas operações para desmantelar supostos planos violentos. O próprio Bolsonaro deixou o país antes da mudança de comando, no dia primeiro de janeiro, de forma estranha. Alguns meios de comunicação locais atribuíram isso ao temor de uma possível medida contra ele. Cercado de assessores, ele foi para a Flórida, onde está até hoje, e não dá sinais de voltar tão cedo.

A sombra de Trump: questionar a legitimidade do outro

A escolha da Flórida como destino ocasional não pareceu acidental, tendo em vista que seu amigo e aliado político Donald Trump tem uma mansão lá. Agora, as semelhanças entre as falas de Bolsonaro e Trump sobem a outro patamar, pois são partidários de ambos que realizaram ataques separados ao Congresso, com dous anos de diferença. Se no dia 6 de janeiro de 2021 centenas de trumpistas invadiram o Capitólio para questionar a vitória eleitoral do democrata Joe Biden, hoje, 8 de janeiro de 2023, foram os bolsonaristas que tentaram fazer justiça política por conta própria, de vez que nessa caso com ataques coordenados contra outras instituições em Brasília.

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