Morreu neste sábado, aos 85 anos, em Lisboa, a escritora Nélida Piñon. A informação foi divulgada polo jornal Folha de S. Paulo. A escritora brasileira, que ocupou a 30ª cadeira da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1990, foi a primeira mulher a presidir a instituição, em 1996.
A causa da morte não foi divulgada. De acordo com reportagem do Metrópoles, o corpo de Nélida será enviado para o Rio de Janeiro, onde ocorrerá o velório.
Estreou na literatura com o romance Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, publicado em 1961, que tem como temas o pecado, o perdão e a relação dos mortais com Deus.
No romance A república dos sonhos, baseado em uma família de imigrantes galegos no Brasil, ela faz reflexões sobre a Galiza e o Brasil.
Nélida Piñon foi, também, académica correspondente da Academia das Ciências de Lisboa como também, em outubro de 2014, entrou na Real Academia Galega.
Na Galiza recebeu várias homenagensː
Medalha Castelão em 1992.
Doutor Honoris Causa pola Universidade de Santiago de Compostela, 1998.
Prémio Rosalía de Castro (Pen Club de Galicia), polo conjunto de trabalhos em português em 2002.
Título de Filha Adotiva de Cotobad em 2005.
Membro Honorário do Pen Club da Galiza em 2005.
A Conselhería de Cultura, Educación e Ordenación Universitaria, o Concelho de Cotobade e a Deputação de Pontevedra organizaram conjuntamente o Premio de Relato Breve Nélida Piñón em 2014.
Foi eleita membro honorário da Real Academia Galega na sessão plenária de 28 de março de 2014.















