O texto prevaleceu entre 39 originais “polo seu fundo de reconhecimento da memória histórica e de todos os esquecidos em valas e muros de cemitérios”, todo isto “com uma grande doçura literária e cénica”, conforme informa a Fundação SGAE em comunicado. Também Lois Pérez ganhou o XVI Premio Raíña Lupa de literatura infantil e xuvenil.

O texto narra a história de uma menina chamada Xana que chega a um parque infantil recém-construído na periferia da cidade. Lá encontra a única companhia dum velho soldado de porcelana que alguém esqueceu. A partir dessa formulação, constrói-se uma história que reivindica a memória histórica e leva, segundo o júri do prêmio, a “um belo e inesperado desfecho”.
Em declarações publicadas, Carlos Labraña afirmou que se sentia “moi grato por receber um prêmio tão importante e de longo alcance para um gênero tão menor quanto este, o drama infantil”. Aliás, destacou que escreveu o texto “por emoção” e apontou que a “maior dificuldade” desse processo foi “tratar a história com delicadeza, mas sem esconder nada”.Acredito que nossa obrigação é loitar contra o esquecimento e gosto que este prêmio tenha chegado precisamente agora, coincidindo com a entrada em vigor da Lei da Memória Democrática na Espanha”, expressou o dramaturgo, que lamentou que “durante tempo demais se silenciasen historias que agora empezan a agromar”.
O júri do prêmio foi presidido por Rafael Alcaraz (IV Prêmio SGAE de Teatro Infantil, 2004) e composto por Sara Pinet (vencedora do concurso em 2021), o encenador Puri Fariza, o dramaturgo especializado em teatro infantil Juan Rodríguez Santiago (diretor do Caramuxo Teatro) e Pablo Cruz (editor de literatura infanto-juvenil do Grupo Anaya).
Lois Pérez ganhou o XVI Premio Raíña Lupa de literatura infantil e xuvenil
A sua obra, ‘A tribo do mar’ (presentada co lema ‘Ouh licor de páncreas augamel’), foi seleccionada polo júri por “juntar diferentes vozes para mostrar uma história que capta a realidade actual da emigração”. ‘A tribo do mar’ é narrada “com um estilo ágil e atraente para o público jovem a que se destina”. O júri foi composto pola vencedora da edição anterior, Andrea Maceiras, e polos autores Fina Casalderrey, Antía Yáñez, Erica Esmoris e Marcos Calveiro. O vice-responsável de Cultura, Xurxo Couto, presidiu o júri, que contou ainda com a presença da curadora dos prémios literários na área da Cultura, Susana Pedreira.















