No século XXI, toda política será, duma forma ou de outra, política climática.O que Bruno Latour chama de “novo regime climático”. Desde o surgimento do movimento ambientalista nos anos 60, o paradigma do crescimento econômico tem sido objeto de críticas sociais e ecológicas. As últimas décadas estão mostrando os limites do crescimento econômico como sinônimo de desenvolvimento, e desenvolvimento com progresso, como meio de intervenção internacional. Já sem sombras de dúvida, há evidências abafantes que demonstram como as mudanças climáticas antropogênicas estão fora de controle e levaram a uma catástrofe ambiental global – snuma grande revisão na produção de energia- e o colapso multifacetado do mundo como o conhecemos. O problema de até que ponto o modo de produção capitalista pode continuar a operar, desenvolver e transformar parece cada vez mais premente. E a principal razão para este grande evento, que é importante não só para a esfera da economia, mas também para a sobrevivência da humanidade como espécie, é que nestas últimas décadas estão surgindo inúmeras barreiras à sua expansão. A questão óbvia diante de nós é se a conversão para energia renovável pode parar ou reverter a marcha da crise ambiental, por que não estamos avançando nessa direção no ritmo certo? O benefício, por um lado, os interesses adquiridos vinculados ao complexo financeiro de combustíveis fósseis, do outro lado, a maior taxa de retorno sobre a economia a ser realizada com a economia de combustível fóssil. Porque não é apenas uma questão de retorno de energia sobre o investimento em energia, como John Bellamy Foster mostrou.
As análises do conceito de progresso que Walter Benjamin já realizava em plena ascensão do nazi-fascismo começam agora a tornar-se realidade. A partir de múltiplas abordagens, perspectivas e problemas, começa a ser questionado um dogma que não pertence apenas ao capitalismo, mas à Modernidade em geral: a natureza, cuja representação como grande depósito de matérias-primas destinadas à exploração e transformação em meios de subsistência pola da mentalidade produtivista do s.XIX, parece começar a dar algo mais do que sinais de esgotamento. Por toda parte fala-se da limitação das reservas mundiais de petróleo e minerais, tão importantes para a continuidade normal da produção. A abordagem ecológica passou a assumir tão essencial importância no conjunto de problemas das sociedades contemporâneas. No entanto, e duma forma moito mais concreta, o aparecimento das alterações climáticas é o verdadeiro facto científico que veio para ficar, não mais como uma possibilidade teórica entre outras, mas como um destino. Encontramo-nos portanto numa conjuntura em que as contradições do capitalismo não podem mais ser sustentadas sem deixar claro que nossas vidas e dos que virão, estão sendo sacrificadas no altar do produtivismo e da acumulação de capital. A pandemia acelerou esse momento de ajuste de contas, apresentando-nos uma combinação mortífera de crises de acumulação e reprodução que exigem respostas rápidas e abrangentes lideradas, embora não necessariamente conduzidas por um Estado forte nem por aqueles que contribuíram decisivamente para estrangular o planeta, um conjunto de organizações internacionais ideologicamente comprometidas com o crescimento econômico que está integralmente vinculada aos interesses corporativos e ao Estado-nação militarizado e securitizado (bem, é possível imaginar, diante dum planejamento autoritário e burocrático, imposto de cima a despeito de toda democracia um planejamento global democrático e autogestionário).
A exploração do trabalho e do resto da natureza tem causado danos irreparáveis e perda de vidas humanas e não humanas. Temos loitado em moitas frentes por salários dignos, por moradia decente, por ar e água limpos, por direitos à terra, polo fim do encarceramento, por liberdade de movimento, por cidades justas e soberania alimentar, polo direito de outras espécies viverem em seu habitat…Os principais debates econômicos permanecem focados em como ajustar o sistema para evitar resultados abaixo do ideal, como a desigualdade, enquanto ambientalistas liberais estimulam mecanismos de mercado para mudanças climáticas e sonham com uma transição energética tecnocrática e capitalista. Todo isso parece convidar-nos a revisitar pola enésima vez o debate que acompanhou notavelmente o trabalho de H. Jonas (1979), que propõe uma ética (ou uma heurística) do medo ao considerar que é a única base que poderia permitir que os homens se conscientizassem da absoluta necessidade de coibir a corrida pola destruição do desencadeamento técnico. Embora não seja útil debruçar historicamente sobre a dimensão reacionária que a ecologia teve que passar (o papel dentro das ideologias fascistas, e mais especificamente no nacional-socialismo, é uma verdade incómoda) a crítica da despolitização é inegavelmente a mais pesada. Consideração insuficiente das relações de dominação, negação da responsabilidade histórica do Ocidente, ausência de compreensão do que é a política, propostas inconsistentes e, enfim, papel de idiotas úteis do capitalismo, aqui, para resumir as principais reprovações. Ainda hoje, tanto os economistas ortodoxos quanto determinados ambientalistas e amplos setores da loita operária não querem ver a loita de classes, quer nas turbinas eólicas, quer no froito das árvores e nos pesqueiros. É verdade que há exceções notáveis, como Bruno Latour apontou ao afirmar que “L’écologie, c’est la nouvelle lutte des classes” no seu “Mémo sur la nouvelle classe écologique” ou Memo on the new eco class (La Découverte) en parceria com Nikolaj Schultz, em que discute as fontes dos conflitos geossociais que ocorrem hoje e explica como uma “nova classe ecológica” poderia vencer a batalha de ideias.
Entre o Plano para a Transição Justa da Europa e o Green New Deal dos EUA
De súpeto, a mudança climática tornou-se real. Como Spash (2020) apontou há pouco, “a natureza revelando-se como um ativo do capital financeiro” ¹. Uma oportunidade de investimento, um risco a ser gerenciado e, mais importante, uma crise através da qual o capital pode remodelar o mundo para maximizar a acumulação. Fulcral para esses argumentos é a necessidade de mais investimento público na produção privada de energia renovável, engenharia de resistência ao calor, engarrafamento e abastecimento de água, maior vigilância da população e, é claro, energia nuclear. Agora que as mudanças climáticas são reconhecidas e os riscos são ‘piores do que o esperado’, há dinheiro a ser ganho. Porém, não há evidência empírica de que a dissociação absoluta do uso de recursos poda ser alcançada em escala global num cenário de crescimento econômico contínuo. Segundo Jason Hickel:“A teoria do crescimento verde afirma que a expansão econômica contínua é compatível com a ecologia do nosso planeta, pois a mudança e a substituição tecnológica nos permitirão dissociar absolutamente o crescimento do PIB do uso de recursos e das emissões de carbono(Os nove países que mais emitem CO 2 estão entre os onze países com maior PIB.). Essa afirmação é agora assumida na política nacional e internacional, inclusive nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” ²
Lançado no final de 2019, o Plano para a Transição Justa da Europa baseia-se em várias escolas de pensamento, incluindo economia ecológica e economia política keynesiana. O principal objetivo do acordo é incentivar o investimento privado na economia verde, e nas palavras da Comissão “conciliar a economia com o nosso planeta” e restabelecer o crescimento económico na Europa ao mesmo tempo que dissocia as emissões. Caracterizam as orientações pró-mercado para o Green Deal (GD) como tentativas oportunistas de revigorar a acumulação capitalista usando a retórica “verde”. As tentativas pró-mercado de cooptar o GD são consistentes com a história recente de desenvolvimento sustentável e lavagem verde; também podem ser vistos como medidas preventivas para evitar uma expansão de obras públicas e programas de emprego que eliminariam o investimento e o emprego do setor privado. No entanto, todas as abordagens keynesianas, na linha defendida por Ha-Joon Chang (apenas um dos moitos que afirmam que o capitalismo pode ser reformado e o crescimento mantido para ‘o bem comum’), em todas as suas várias formas, falharam em abordar a base biofísica da economia e, portanto, optaram por ignorar não cientificamente a realidade.
Também em 2019, a congressista Alexandria Ocasio-Cortez apresentou uma resolução do Green New Deal no Congresso dos Estados Unidos. Um plano de 10 anos para a descarbonização da economia americana na tradição do New Deal de 1930 de FDR, mas reescrito para o Capitaloceno (conceito usado por Jason W.Moore para insistir no papel do capitalismo na atual crise ecológica.). Focada na justiça climática para as comunidades vulneráveis e num ambicioso programa de empregos, a resolução pedia uma “mobilização econômica numa escala nunca vista desde a Segunda Guerra Mundial”. Naturalmente, foi rapidamente denunciado como socialismo pola direita, enquanto os “esquerdistas” debatiam as minúcias das implicações políticas ou o descartavam como keynesianismo verde. Nada novo. Talvez uma brasa, a relativa vitalidade dum debate devido à situação atual, ao ‘aumento’ do ativismo climático semelhante ao de 2008. A tipologia de orientações para o negócio verde inclui:
- Pró-mercado; neoliberalismo sistèmico
- Direita nacionalista;
- keynesianos e sociademocracia produtivista
- Ecologia social libertária, ecomarxismo defensor do decrescimento e socialismo ecológico
As abordagens keynesianas incorporam uma ampla variedade de elementos, mas são normalmente unificadas ao centralizar o desenvolvimento de políticas por especialistas (ou seja, o gerencialismo tecnocrático) e enfatizar a implementação de cima para baixo de ações lideradas polo Estado sobre o clima com o objetivo de restaurar o crescimento econômico. Essas abordagens também são unificadas por uma adesão ideológica à política fiscal expansionista, com o consequente redirecionamento da razão de ser da política monetária de baixa inflação para pleno emprego. Há também alguma ambivalência quanto ao papel da justiça social num GD.
As críticas da esquerda ao GD incluem as objeções anarquistas e de decrescimento de que o GD tenta consertar o capitalismo em vez de tentar aboli-lo, e que as demandas de transição são falsas – elas oferecem às pessoas esperança de mudança real, sabendo moito bem que a mudança dentro do sistema é impossível. As críticas dessa orientação colocam o GD dentro de debates seculares sobre reformismo versus revolução e enfatizam a necessidade de construir poder fora do estado e abandonar o crescimento econômico e o aumento do rendimento material.
As objeções anarquistas e de decrescimento de que o GD tenta consertar o capitalismo em vez de tentar aboli-lo, e que as demandas de transição são falsas – elas oferecem às pessoas esperança de mudança real, sabendo moito bem que a mudança dentro do sistema é impossível. As críticas dessa orientação colocam o GD dentro de debates seculares sobre reformismo versus revolução e enfatizam a necessidade de construir poder fora do estado e abandonar o crescimento econômico e o aumento do rendimento material.
As implicações dum boom de energias renováveis para suprir a energia necessária para GD em todo o mundo é uma expansão do extrativismo, notadamente no Global Sul, mas também do colonialismo interno no Norte Global. O fornecimento de minerais como lítio e cobalto e a troca de combustíveis fósseis por renováveis vem com seu próprio conjunto de problemas para o trabalho e a natureza. Esta é uma crítica à qual moitos ecossocialistas são receptivos, e vai para a já mencionada necessidade duma crítica robusta que identifique fraquezas no GND antes de fornecer uma abertura ao capital.
Estamos vendo um ressurgimento generalizado de protestos sociais, tumultos e greves. No ano passado, testemunhamos um aumento nas loitas pola reprodução social, incluindo protestos contra o aumento das taxas de transporte e combustível, cortes nas pensões,etc. Que as rachaduras no sistema estejam começando a se revelar a mais pessoas não torna inevitável uma revolução ou transição para o socialismo. Se alguma cousa, situados como estamos no final dum longo período de estagnação econômica global e colapso ecológico acelerado, um futuro de barbárie na forma dum ecofascismo nascente é igualmente provável.
Ecofascismo como resposta da oligarquia fóssil às mudanças climáticas
Não é como se o fascismo algum dia tivesse desaparecido. Pertence à lógica do sistema, embora até agora tenha preferido acomodar-se às opções tradicionais e mesmo acabemos de testemunhar como as classes dominantes na Itália acabam de ganhar uma eleição de mãos dadas com a extrema direita. Voltou a ficar claro que não é pré-requisito a crença racional nas promessas fascistas para alcançar o poder. Nem ambientalismo nem política climática são questões inerentemente emancipatórias. De fato, apesar da extrema direita raramente aparecer nas discussões sobre compromisso ambiental, embora as raízes comuns entre nacionalismo supremacista e natureza, o ambientalismo nativista, a união mística entre raça e terra, a saudade duma pureza coletiva realizada no cenário natural do campo, as abordagens nacionalistas de extrema direita invocam o ecologismo como uma frente popular para a construção essencialista da nação e a concentração, em vez de distribuição do poder. Uma abordagem pró-mercado não é necessária por essa orientação, mas as condições que ela cria são extremamente favoráveis à acumulação capitalista em andamento sob a forma neoliberal e financeirizada do capitalismo corporativo, que se tornou dominante a partir do início dos anos oitenta quando, excluiu a ideia de tipos alternativos de economias para as políticas sociais.
Embora o ambientalismo seja geralmente associado à esquerda, a direita tnuma longa história de uso de preocupações com a destruição ecológica como ferramenta de recrutamento. A política do medo poderia facilmente alavancar isso como uma questão importante, transformando-a num apolo de massa aos descontentes. As abordagens populistas de ultradireita baseiam-se em enquadramentos binários que posicionam consistentemente o cidadão contra uma ameaça externa, incluindo, mas não se limitando às mudanças climáticas (scapegoating theory). Lembremos que, quando Adorno vê no nazismo o sinal duma “barbárie inscrita nos primórdios da civilização”, alerta para a consanguinidade do imperialismo, do nazismo e do racismo no quadro duma sociedade racional. Da mesma forma que Hitler foi uma alternativa para as elites políticas, industriais e econômicas dominantes, também o ecofascismo atual pode-se tornar, sob a proteção da barbárie modernizada, uma continuidade do imperialismo oitocentista e sua violência estrutural assimétrica contra o fora e o dentro, em franca anulação da loita de classes que emana de baixo. Se bem o neofascismo compartilha vários aspectos importantes com o fascismo clássico ( autoritarismo, limitação e/ou supressão das liberdades democráticas, culto ao líder, nacionalismo reacionário, xenofobia, racismo, perseguição de bodes expiatórios (muçulmanos, judeus, ciganos, imigrantes, etc.) não é uma repetição do fascismo dos anos 1930 E, sobreTodo, nenhuma política econômica corporativista.O neofascismo é bastante favorável ao capitalismo neoliberal, em sua versão “nacional”.
De acordo com o exposto, segue-se que, nem Todo vem da extrema direita mas quer recuperar a ecologia. O fracasso da classe liberal significa que aqueles que denunciam a loucura da guerra permanente e da expansão da OTAN, acordos comerciais mercenários, exploração dos trabalhadores para a globalização, austeridade e neoliberalismo estão-se tornando cada vez mais diretos em suas demandas. Essa fúria desembaraçada, disfarçada no Brasil e nos Estados Unidos de fascismo cristão ou de igreja pentecostal, já obtém enormes lucros na Hungria, Polónia, Suécia, Itália, Bulgária e França e pode tomar o poder tanto aqui como na República Tcheca, onde a inflação e o aumento de dois custos de energia aumentam em número de tchecos abaixo da linha de pobreza.
Se tivermos que levar em consideração o que foi previsto por Poulantzas, o autoritarismo é a forma última do Estado nas sociedades capitalistas do Green Deal. O espectro das mudanças climáticas fornece assim o catalisador perfeito para a transição para um estado autoritário voltado para a promoção dos interesses do capital. Não devemos mais surpreender-nos com a proliferação de relatórios de propaganda e anúncios no topo da piramide do mundo corporativo e militar sinalizando uma mudança inequívoca entre o capital financeiro e os governos de centro-direita, da negação do clima ao oportunismo climático.
Segundo Bernhard Forchtne “a resposta da extrema direita às mudanças climáticas é heterodoxa, variando da negação à aceitação”³. O ecofascismo coetâneo ainda se baseia no mesmo contraste romântico entre as hierarquias sublimes da natureza e a degeneração supostamente ineficaz da modernidade, endossando assim hierarquias sociais ditadas por um ideal imaginado de natureza. Nesta situação, o fascismo antiecologista (talvez esta última seria a denominação mais acaida para as descrições empíricas do ambientalismo de extrema-direita em plena fase de sobre-adaptação colonial ao mundo contemporâneo) e o ecofascismo (como expressão imaginária e cultural do romantismo místico e anti-humanista) se apresentam com um moito comum desvio e bode expiatório que o ambientalismo occidental branco emprega para ignorar as relações históricas de poder e exploração, com conotações sexistas, racistas e supremacistas. O “eco-autoritarismo” que Naomi Klein chama de “barbárie climática”, quer dizer, uma política centrada no Estado militarizado tornando sustentável “nosso modo de vida” enquanto o meio ambiente esfarela tendo de bode expiatório ao outro.
Em 2022 foram publicada uma revisão4 da literatura teórica existente sobre o ecofascismo “para identificar suas principais características, a saber, as suas sensibilidades românticas, anti-humanismo e misticismo” (a partires de dados coletados no Twitter e no Telegram entre novembro de 2019 e novembro de 2020 para identificar temas comuns nos círculos ecofascistas, incluindo os pensadores que eles citam com frequência) e vários livros editados que desenvolvem esse fenômeno, em inglês “The Rise of Ecofascism: Climate Change and the Far Right” de Sam Moore e Alex Roberts e em espanhol, “Ecofascismo: una introducción”5 do politólogo Carlos Taibo, talvez a melhor introdução publicada até hoje, tanto pola profundidade especulativa quanto pola exposição do decrescimento como um ativo e alternativa também para o colapso do capitalismo das mudanças climáticas. Os dous, apesar da diferença de abordagem, concordam no diagnóstico e no prognóstico e na necessidade de enxergar o clima em e através do que parecem ser crises políticas, militares ou sociais e compreender a mudança climática não como um fatalista evento naturalizado, mas entender que a política ambiental está saturada de decisões estruturais e políticas, tanto causadoras das mudanças climáticas quanto responsivas a elas e sua suposta troca e continuidade interessada sob as democracias liberais localizadas ou em cenários autoritários de diferente fasquia. Apesar de todo, em continuidade com “Colapso. Capitalismo terminal, transición ecosocial, ecofascismo” o anarquismo ecológico de Taibo coloca todo este conjunto de problemas dentro duma abordagem teórica abrangente pois considera as alterações climáticas e todo o conjunto de processos materiais (ecológicos, sociais, políticos, económicos, etc.) objeto duma disciplina social que desconfia duma fetichização do crescimento e, consequentemente, não pode por menos que propor a democratização radical da economia e da sociedade. Se é certo que as decisões políticas não devem ser deixadas para uma pequena elite de líderes negacionisas de facto não é menos certo que não pode ficar nas mãos dum Estado forte que nos levou de braço dado ao colapso, aplicando assim um planejamento global democrático e autogestionário em todos os níveis, do local ao nacional para se libertar “gaiolas de ferro”, alienantes e reificadoras.
- Spash, C. L. (2021). Apologists for growth: Passive revolutionaries in a passive revolution. Globalizations, 18(7), 1123–1148. https://doi.org/10.1080/14747731.2020.1824864
- Hickel, J., & Kallis, G. (2020). Is Green Growth Possible? New Political Economy, 25(4), 469–486. https://doi.org/10.1080/13563467.2019.1598964
- Forchtner,B ed., The Far Right and the Environment: Politics, Discourse and Communication (Abingdon: Routledge, 2020).
- Hughes, B., Jones, D., & Amarasingam, A. (2022). Ecofascism: An Examination of the Far-Right/Ecology Nexus in the Online Space. Terrorism and Political Violence, 34(5), 997–1023. https://doi.org/10.1080/09546553.2022.2069932; Macklin, G. (2022). The Extreme Right, Climate Change and Terrorism. Terrorism and Political Violence, 34(5), 979–996. https://doi.org/10.1080/09546553.2022.2069928
- Taibo, C. (2022). Ecofascismo: Una introducción. La Catarata
- Taibo, C. (2016). Colapso: Capitalismo terminal, transición ecosocial, ecofascismo. La Catarata.























