O governo brasileiro diz agora, através da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), à empresa Delta Tankers Ltd., proprietária do Navio de Bandeira Grega “Bouboulina”, um derramamento ou suspensão de óleo que atinge o pico nas praias do país, foi anunciado hoje.
Desde 02 de setembro, cerca de quatro mil toneladas de petróleo chegaram a 314 praias dos nove estados da região nordeste do Brasil. A Polícia Federal está a investigar o navio de bandeira grega “Bouboulina”.
O chefe de geointeligência da Polícia Federal, Franco Perazzoni, declarou que a corporação pediu esclarecimentos à companhia Delta Tankers acerca do derrame, como quem comandava o navio, a quantidade de petróleo carregada na Venezuela e qual foi o destino final da substância.
As autoridades explicaram que ainda não acusaram a empresa grega, apesar de ser a única suspeita, acrescentando que ainda irão analisar os documentos apresentados pela própria companhia e pelas autoridades marítimas.
Caso seja provada a responsabilidade da companhia, esta poderá responder por infrações ambientais, assim como por danos aos comerciantes da região.
Investigações indicaram que o derrame de petróleo bruto ocorreu a cerca de 700 quilómetros da costa brasileira “entre 28 e 29 de julho”.
“O limite máximo para uma multa é de 50 milhões reais (11,2 milhões de euros), mas pode ser aplicada mais de uma multa a depender da infração. Podem ser considerados danos da União (Estado), estados e municípios. O dano não está quantificado ainda, mas pode chegar à casa dos mil milhões de reais”, declarou o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

















