As investigações para descobrir a origem e os responsáveis pelas manchas de óleo no Nordeste brasileiro continuam, embora a maior suspeita envolve um acidente com um navio clandestino que estava transportando petróleo em uma operação ilegal não há evidências para ligá-lo à Venezuela. Lula criticou a inação do governo Bolsonaro (PSL) diante do vazamento de que desde o final de agosto atinge as praias nordestinas.
Temos relatado nos últimos dias que as praias do Nordeste brasileiro foram tomadas por um extenso vazamento de óleo, de origem ainda desconhecida, que tomou conta de 167 pontos da costa brasileira. Esse vazamento que está trazendo manchas de óleo para todo litoral nordestino, vem causando riscos ambientais, não havia nenhuma ação eficaz e ainda não foi investigado pelo Governo o crime ambiental que emporcalha praias do Nordeste. Segundo Greenpeace Brasil, na região de Suape, eles estão com pouca ajuda de voluntários limpando os mangues. São os próprios pescadores e marisqueiras que estão lá coletando piche em sacos.
Como na catástrofe do petroleiro Prestige, assim que o óleo apareceu nas areias e mares do Nordeste, a população rapidamente reagiu e colocou sua vida em risco para limpar as praias e salvar os animais. Voluntários estavam sendo explorados pela inação do governo, o material encontrado nas praias é petróleo cru, rico em hidrocarbonetos cancerígenos.
Greenpeace ja denunciou a omissão do governo em garantir a segurança das pessoas.Na região do Litoral Sul de Pernambuco já apareceram 17 casos de pessoas contaminadas pelo contato com o petróleo seja com manifestações cutâneas pelo contato direto ou manifestações respiratórias pela inalação do gás por ele liberado.
#VAZAMENTODEÓLEO I #Lula criticou a atuação do governo #Bolsonaro (PSL) diante do #vazamento de #petróleo que desde o final de agosto atinge as praias do Nordeste
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As investigações do #vazamento continuam, e a situação se revela mais grave e complexa. Segundo a revista Tempo “o comandante da Marinha do Brasil, almirante Ilques Barbosa Júnior, explica que este silêncio pode indicar um operação clandestina em navio irregular. Este tipo de navio transporta cargas que não podem ser comercializada, muitas vezes por causa de sanções contra algum país. Esse tipo de operação usa linhas de comunicação marítimas pouco frequentadas e não atualiza seu sistema de identificação para evitar ser interceptado”. No entanto, algumas pessoas pensam que ou vazamento ter outra origem
A verdade sobre o vazamento de óleo em Pernambuco pic.twitter.com/IUPacuXlE9
— Sandra Lúcia (@SLVOYOH) October 27, 2019
Mangues e recifes em perigo
A região de Suape e de ilha de Cocaia, onde estive a Greenpeace, foi a que recebeu a maior quantidade de óleo de todo o litoral do Cabo de Santo Agostinho. Só no sábado passado, foram retiradas 160 toneladas. A região tem uma extensa faixa de arrecifes de corais e muitos mangues – o que justamente a torna um bom lugar para a pesca de peixes e mariscos.
“É desespero. Eu posso dizer pra você que, para nós pescadores, é desespero. Quando a gente para de coletar [o óleo das praias], tenta dormir e não consegue porque pensa: ‘será que amanhã vai ter de novo?’. Aí quando chega na praia, tem lá novos fragmentos”, diz Ednaldo Rodrigues, conhecido como Nal Pescador e representante da Associação de Pescadores e Pescadoras Profissionais do Cabo de Santo Agostinho.
O óleo tem chegado há dias em pequenas quantidades no litoral de Pernambuco. Os fragmentos se misturam na areia e a limpeza é difícil. É preciso peneiras e muita paciência. Nal enfatiza que a sujeira do óleo não está resolvida, não. Todo dia, as ondas trazem esses fragmentos. “E eu não vejo empenho do governo federal nesse sentido”, diz.
O seguro-defeso não é uma saída realista para a maioria dos pescadores e marisqueiras porque são poucos os cadastrados. O medo de ficar sem dinheiro ronda todos. Segundo Nal, na região de Gaibu, dos cerca de 2 mil pescadores e marisqueiras, apenas 15 têm direito ao seguro-defeso.
Pegar no óleo com as mãos, como quando o vazamento do Prestige na Galiza, coloca a saúde em risco
Casos de intoxicação pelo petróleo cru nas praias do Nordeste confirmam a preocupação e reforçam o alerta para a necessidade de proteção. “Eu nem imagino como isso vai ficar. A maioria daqui é pescador. Se não acabar logo com o problema, a gente não sabe nem o que vai fazer. É esperar, comer o que tem. E quando não tiver mais, é passar fome”, me disse, em tom desolado, seu Normando Sebastião de Santana. Ele é a sexta geração de pescador em sua família, e nos levou em seu barco pelo litoral de Suape por algumas horas. No caminho, foi apontando pequenas manchas de óleo num mar de cor verde clara. Nal, que estava conosco no barco, foi coletando os fragmentos com uma pequena rede.

















