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A greve de caminhoneiros mais um sinal de “falta de legitimidade” do governo Temer no Brasil

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O governo de Michel Temer convocou o exército contra os caminhoneiros mostrando sinais de incapacidade de interlocução


Caminhoneiros e  caminhoneiras que desde a segunda-feira, 21 de maio, estão em greve em diversos locais do Brasil, realizando trancamentos de rodovias federais, estaduais e manifestações de rua. As entidades representativas dos caminhoneiros foram chamados a uma mesa de negociação com “representantes” que não falam em nome do movimento e fez um simulacro de acordo para legitimar a repressão militar daqueles que chamou de “pequena minoria”. Fato é que, após o suposto acordo do governo com os “representantes” da categoria, os bloqueios nas estradas aumentaram e manifestações espontâneas em solidariedade aos caminhoneiros e contra o governo Temer começaram a surgir por todo o país. As centrais sindicais CUT, CTB, UGT, Força Sindical, CSB, NCST, diante da truculência do governo em convocar as Forças Armadas para arrancar os caminhoneiros de seus locais de trabalho, as estradas, ajoelharam diante do governo Temer para mediar um acordo com os caminhoneiros, ao invés de convocar uma mobilização que prepare a Greve Geral. É posibel fazer política confiando no pleno funcionamento das instituições é em um Estado Policial de Ajuste em que talvez ao fim do ano não exista uma urna aguardando o voto, mas sim o cano frio de um fuzil militar para reprimir o povo?

Permanecem em greve e a pouco o governo ameaçou de reprimir os manifestantes que bloqueiam as estradas. O governo pretendeu desmontar a luta anunciado negociações no congresso e acordos com entidades que não tem a legitimidade da base. Será um lockout?  Se conta ou não com apoio de parte das empresas transportadoras do ramo, ou se sua origem é a indignação de um setor do pobretariado brasileiro contra o preço dos combustíveis com a defesa implacável contra as privatizações da Petrobras, da Eletrobrás e dos Correios. Quer dizer, se a greve é ​​uma reação contra a política de preços adotada pela Petrobras desde 2017, cujos aumentos diários castigam caminhoneiros e brasileiros em geral. E só favorece as multinacionais do petróleo. Sendo assim, a greve é ​​uma reação legítima contra a expropriação imposta ao país e aos trabalhadores . A inacreditável política de aumentar o preço do combustível, em linha com os preços internacionais e a variação do dólar no Brasil, criou essa crise. Segundo dados de uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em abril deste ano um dos principais impactos da privatização para a população é o aumento do preço dos combustíveis. Primeiro houve aumentos no preço do gás de cozinha, acentuando assim que um milhão e duzentas mil famílias deixaram de usá-lo, retornando em muitos lugares para usar lenha para cozinhar. Os aumentos nos preços da gasolina e diesel foram mais explosivos – e os generalizados protestos e denúncias desembocaram na atual greve de caminhoneiros, que é o retrato do governo que privilegia os interesses econômicos e favorece as multinacionais.   12,3 milhões de domicílios em todo o país utilizaram a lenha ou carvão ao longo do ano passado – o que corresponde a 17,6% das residências brasileiras. Em Minas Gerais, o número foi ainda maior: ao todo, 1,4 milhão de famílias adotaram essa forma de combustível para o preparo dos alimentos em 2017 – o que dá um percentual ainda maior que o nacional, chegando a quase 20% dos domicílios (19,6%).

O atual presidente da empresa, Pedro Parente: era o “ministro do apagão” no governo Fernando Henrique e agora é um dos responsáveis ​​pela crise de desabastecimento no país, na sequência da greve dos caminhoneiros. A FUP (Federação Única de Petroleiros) relatou que, graças a Parente, o Brasil reduziu enormemente sua capacidade de refino de petróleo, passando a exportar petróleo bruto e a importar gasolina. A refinaria caiu para apenas 70% da capacidade, e o país se tornou um comprador de 20% de petróleo exportado pelos Estados Unidos.  Incapaz de construir uma saída para a crise que criou, ele invoca o uso das Forças Armadas, que têm seu papel distorcido e vulgar. O país não aceita nenhuma aventura, nem o resto da ordem legal e institucional. Requer respeito pela legalidade, direitos sociais e políticos, respeito pelo direito de manifestação e, neste caso, o direito de greve.

O golpe de 2016, marcado por uma conspiração política que resultou no impeachment da presidenta Dilma Rousseff, abriu as portas para a privatização da Petrobras. Sob os nomes de “venda de ativos” e “desinvestimentos”, o governo Michel Temer passou a vender patrimônio da companhia aos poucos.

A saída da crise está na substituição do governo ilegítimo e seu programa elitista e antipopular outra que, aprovado e legitimado pelas urnas, atenda aos interesses do povo brasileiro, a democracia e a economia do país e respeite a soberania nacional. Os brasileiros têm se livrar de toda a quadrilha golpista, que tomando de assalto o poder da República, governa para os ricos e o mercado financeiro e despreza os interesses dos mais vulneráveis, dos trabalhadores e da nação como um todo.

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