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Cedeira, Música, Portugal — 21 Maio, 2017 at 15:54

Cedeira homenageia Zeca Afonso e canta o Grândola

por Redacción

Cedeira participou nas comemorações dos 30 anos da morte de Zeca Afonso de braço dado da Associação José Afonso enchendo o Auditorio num concerto que foi realizado graças ao esforço amigo do dinamiçador Quique Vázquez  e da cantora Uxía, coa colaboraçao da Deputação da Corunha e o Concelho de Cedeira. Comemorações que visam não fazer perder a memória do Zeca, o legado de um músico e um poeta extraordinário nos deixou, que pôs a sua arte ao serviço da cidadania de uma maneira desprendida. Cedeira  aderiu à celebração várias iniciativas, entre as quais um concerto  celebrado ontem no Auditorio de Cedeira, com os cantores João Afonso,  Rogério Pires, a cantora galega Uxía e o cedeirense Santi Cribeiro,entre outros, perante uma platea atenta, saudosa e entusiasmada.

A exposição biogràfica e musical sobre a figura do Zeca abriu na sexta-feira, no Palacete, o programa geral intitulado “Traz um amigo também” , tributo ao cantautor de Aveiro,  que reuniu, entre outros, a Paulo Esperança, presidente da AJA, en uma palestra-mesa redonda denominada “o triángulo màgico de José Afonso: Portugal, África, Galiza” desenvolvida o sábado as 12h. Cedeira aderiuse a Lisboa, Setúbal, Braga, Faro, Santiago do Cacém, Santo André, Aveiro, Seixal, Almada, Évora, Santarém, Agualva-Cacém, Abrantes e Bruxelas locais onde decorreran as iniciativas de homenagem este ano, 30 anos da morte de José Afonso e da constituição da AJA.

 

O  legado imenso de um músico-poeta incomparável e singular

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu a 2 de agosto de 1929 em Aveiro e morreu a 23 de fevereiro de 1987, no Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, vítima de esclerose lateral amiotrófica. O cantor de intervenção ao que ficou reduzido é esquecer as influências que ele tem, na sua música, fruto das suas andanças por África, Trás-os-Montes, Beiras, Algarve, ilhas, Galiza e Astúrias, mas também a humildade de quen fez da sua arte uma luta, uma forma de empoderamento permanente num contexto neoliberal que dá consentimento apenas as diferenças que estejam em conformidade com o sistema. Por  isso  é muito importante para o momento presente,além das auto-homenagens e das vitrinas narcisistas, fazer da saudade e da memória do Zeca uma prática cívica abrangente e coerente com a lingua e a cultura de noso que vai além dos prezados dias de comemoração, para  “se alguém houver que não queira,trá-lo contigo também”.Assim, achamos em Portugal e na  lusofonia exemplos de gratificação  do que nos ama e reconhece, nos elogia  e valoriza. O olhar do Zeca é de quem nos confirma e reconhece.

A Associação José Afonso, criada a 18 de novembro de 1987 por uma série de amigos de José Afonso, atualmente tem o estatuto de entidade de Utilidade Pública e conta com núcleos no Porto, em Aveiro, Coimbra, Santarém, Lisboa, Almada, Seixal, Setúbal, Évora, Vila Real de Santo António, entre outras cidades, bem como na Bélgica.

Para saberes mais

Dossier 264: Zeca Afonso – Sem muros nem ameias

José Afonso, um cantor de valores /Francisco Peña (Xico de Carinho)

Galiza a José Afonso (gravado ao vivo em 1985, agora reeditado mas que só será vendido nos núcleos da AJA)

Escritas do Maio, escrever com José Afonso, de Miguel Gouveia. Livro (esgotado)

 

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